fikdik

das plantinhas de casa, parte II

Hoje volto com a catalogação da pequena floresta que tem aqui em casa.

Hera (Hedera helix) e Hera Variegata Aurea (Hedera helix ‘Adam’)

É muito comum ver a Hera e suas variedades sendo utilizada como revestimento de muros e paredes, mas ela também pode ser cultivada em vasos para ficar pendente ou para crescer na direção das correntes ou do hanger que a mantém suspensa. Atualmente tenho dois vasos em casa, ambos suspensos.

Essa Hera foi uma das últimas que comprei antes da chegada da Ygritte; ainda falta um prato no fundo (veio sem) e um cachepô de fio de malha maroto 😉

De fácil manutenção, costumo regá-las diariamente ou dia sim, dia não; depende da época do ano. Fica bem em meia-sombra, mas tolera sol pleno. Aqui em casa ambas não tomam sol por conta da localização delas e até o momento estão bem.

Hera variegata, que chegou primeiro mas que ainda mora de forma improvisada pendurada no puxador de um dos armários do ateliê.

Fitônia (Fittonia argyroneura)

Tenho fitônias em casa pelo menos desde 2014, e digo que é uma planta “dramática”. Se a negligencias, ela desmaia. Foi com ela que passei a ter mais cuidado com plantas, e foi uma das primeiras que não era cacto ou suculenta que adotei. Nessa época minha fonte de plantas e mudas era a Rua das Flores, na Tijuca. Como ficava no caminho de casa quase sempre retornava para casa com alguma plantinha.

Minha primeira fitônia (também conhecida como planta-mosaico) era uma lindeza, ela ficou bem alta (cerca de 10 cm), mas não sobreviveu a um acidente. Na época morava num apartamento térreo e meu quarto tinha uma janela com parapeito e bastante espaço.

A janela do quarto de 2014-2015 e o primeiro boom de plantinhas em casa.

Inicialmente meu hábito era de colocar e retirar os vasos da janela diariamente, mas com o tempo (e alguns dias mais cansados) passei a deixar algumas do lado de fora. Um dia passou uma tempestade com muito vento pela Tijuca, e minha fitônia foi o vaso que caiu e se espatifou no meio da madrugada. Como não havia iluminação eu não conseguia ver nada – mesmo com a pouca altura da janela para o chão, não me animei a buscá-la imediatamente.

No dia seguinte tive uma noção do estrago, consegui salvar uma muda, que ainda ficou um tempo comigo, mas não vingou.

era um barato ver as mudinhas surgindo, uma pena que não vingou :/

essa fitônia é a que mora em casa atualmente. na época que a transplantei usei um sedimento mais argiloso/avermelhado, e notei que talvez por isso ela tenha ficado mais rasteira, mas logo quando tiver que trocar de vaso, vou usar outro sedimento.

Antúrio (Anthurium Andraeanum)

Também de fácil manutenção, é uma ótima opção para ambientes internos, pois não tolera sol direto e costumo regar de uma a duas vezes por semana, sempre dependendo da época do ano.

Antúrio vermelho, que me disseram que era rosa (a primeira ‘flor’ veio rosa mesmo).

Abacaxi-roxo (Tradescantia spathacea)

Também conhecida por Espada-de-Iansã, foi uma das primeiras que veio para casa aqui em Curitiba, e a conheci ao passear por uma floricultura no Ahú. Costumo regá-la duas vezes por semana e ela não recebe luz direta.

abacaxi-roxo ou espada-de-iansã

Asplênio (Asplenuim nidus)

Essa planta veio aqui para casa por acaso, num dia em que não pude ir numa feira com meus amigos mas havia feito uma encomenda, que comprassem um suporte de ferro. Nessa feira havia um estande da Borealis – Plantas em Casa; e Simone me mandou foto do suporte para confirmar se era aquele mesmo. Na mesma foto apareceu o vaso que estava no topo do suporte com uma folhagem muito linda e eu ia me sentir muito mal de separar aquela combinação tão bonita (aqui tudo vira desculpa para trazer mais plantas para casa, haha!).

A Patricia Belz, dona da Borealis (& uma querida) me passou dicas para cuidar do asplênio, também conhecido como ninho de passarinho. Não tolera sol direto e não pode deixar a folha murchar muito por falta de água, pois a haste da folha pode quebrar como as samambaias e aí é necessário cortar a folha por inteiro. O ideal é regá-la pelo menos três vezes por semana.

o asplênio lindeza que veio acompanhando o suporte de ferro e aí mora desde então 🙂

Dracena-malaia (Dracena reflexa)

Apesar de conseguirem se desenvolver sob sol pleno, as dracenas preferem meia-sombra ou luz difusa, devendo ser regadas regularmente. Costumo regar dia sim, dia não.

a dracena teve que mudar de ambiente porque minha filhota de quatro patas encarnou de querer pular em cima dela, e por enquanto mora no ateliê.

Ainda faltam algumas plantas que comprei faz muitos meses e não guardei os nomes, mas num próximo post dessa “série” elas entram, aguarde&confie 😉

Standard
fikdik

personalizando espaços em imóveis alugados

Muita, mas muita gente me pergunta isso: “você pintou as paredes de casa mesmo o apartamento não sendo seu?”

R.: Com certeza!

Nem todo mundo se sente encorajado/a a fazer isso, mas no meu caso decidi pintar algumas poucas paredes de casa por três motivos:

  1. não dava para conviver com as cores escolhidas pelo último morador (uma parede roxa + duas em dois tons de lilás na sala; duas paredes num verde desmaiado muito sem graça);
  2. eu que pintei, ou no máximo tive a ajuda de amigos, como foi no caso da parede cereja;
  3. o apartamento me foi entregue com a pintura velha.

O que me motivou a escolher pelo apartamento onde moro foi: primeiro, proximidade do trabalho; segundo, a quantidade de armários e terceiro, o potencial que o espaço tinha, apesar de algumas paredes não combinarem com a minha decoração. Então para mim foi natural fazer essas pequenas mudanças. Trabalhar o olhar dos espaços na hora de decorar é bem importante. Muita coisa pode mudar ao longo do caminho, mas ter uma ideia básica de distribuição de móveis, por exemplo, ajuda muito na hora de comprá-los.

Só para terem uma ideia do que eu estava falando em não dar para conviver com o que tinha: a infame parede roxa…

…a parede lilás da janela da sala…

…e o verde desmaiado do quarto.

Com as paredes brancas que estavam com manchas de uso, usei um pouco de sapólio líquido num pano branco úmido (se fizeres isso com aquele pano laranjinha que se usa para tirar poeira, vais manchar mais ainda a parede – true story, bro) e braço para esfregar a parede. Outra dica é logo em seguida passar um outro lado do pano úmido onde limpaste para tirar o excesso do sapólio.

No caso das paredes coloridas, fui pintando aos poucos.Comecei com a que menos gostava, (roxa), e em seguida eliminei a parede lilás da janela com um cinza claro. Esse mesmo cinza serviu para cobrir o verde desmaiado do quarto.

o cinza claro que cobriu o lilás da janela…

…e de quebra salvou o quarto do verde desmaiado ❤  verde aqui em casa só nas plantinhas 🙂

Na parede lilás maior da sala, onde escolhi aplicar uma massa com efeito de cimento queimado; antes de aplicar a massa passei duas demãos de tinta branca para cobrir o lilás para que a cor não interferisse no projeto. Como falei dia desses, ainda falta uma demão e finalizar com cera comum.

E foi isso que considerei o mínimo para ajustar o apartamento ao meu estilo e deu muito certo. Caso esse apartamento fosse meu, aí sim, eu faria outras mudanças mais drásticas, como trocar o piso e o revestimento da cozinha, área de serviço e do banheiro principal, por exemplo. De qualquer forma, estou bem satisfeita com o que fiz e com o que tenho. Por isso digo e repito que o ideal é adaptar as referências que a gente encontra por aí com a nossa realidade.

Quinta volto a falar das plantinhas de casa. Inté 🙂

 

Standard
recomendo vivamente

Welcome to the Basement

Pois então, por motivos de força maior rolou um pequeno hiato nas postagens, mas para não perder (mais uma vez) o hábito, sigamos o baile hoje mesmo, quinta-feira.

Fiquei de continuar a catalogação das plantinhas de casa, mas um desses motivos de força maior é um bolinha de pelos ruiva chamada Ygritte e minha atenção (feat. preocupação) tem sido total para a pequena; a qual por já se sentir bem em casa desde o primeiro dia tem tocado o terror nos momentos em que não está dormindo ou fazendo pãozinho no meu colo ❤ – ou seja, em 99,8% do tempo.

oie :3

Desde sábado passado estou em processo de adaptação no arranjo da casa por conta da chegada dela, o que é bom porque vai acabar virando assunto aqui no blog.

Semana que vem volto com as postagens às terças e sextas, e hoje vou inaugurar uma nova seção no blog, pois lembrei dia desses que também quero usar esse espaço para fazer recomendações e nada melhor do que começar com um programa do YouTube que eu gosto tanto, már tanto, que já assisti a tudo o que foi publicado mais de uma dúzia de vezes (detalhe: não faz seis meses que comecei), e confesso que tenho o hábito de deixar a playlist com todos os episódios no shuffle rodando quando vou dormir. Sim, eu faço o que 10 entre 10 médicos não recomendam que é dormir com TV ligada – no caso, a TV aqui é o tablet mas o dano deve ser o mesmo.

Eu conhecia o canal Blame Society por causa da websérie Chad Vader – se tu nunca assistiu, também recomendo vivamente! Mas deixei de acompanhar o canal por alguns anos, até que um dos meus amigos recomendou (obrigada, Felipe!) o Welcome to the Basement e daí… lascou. Comecei na ordem cronológica, depois voltei diversas vezes nos favoritos e depois ainda descobri que uma boa alma juntou tudo numa única playlist, a qual é atualizada semanalmente junto com o programa.

Apresentado pelos amigos Matt Sloan (co-criador de Chad Vader, era quem fazia a voz do Chad e foi o Clint Shermer na primeira temporada) e Craig Johnson (Weird Jimmy em Chad Vader), a premissa do programa partiu de uma resolução de ano novo que Matt havia feito na virada de 2012 de assistir à uma lista de filmes os quais por motivos diversos ele ainda não havia assistido, apesar de gostar muito de Cinema. Como não amar e não se identificar com resoluções de ano novo e amor pela sétima arte? Além da lista e da vontade de assistir filmes, Matt também tem um porão e um sofá de couro velho, que se tornaram cenário e prop do programa, respectivamente.

O programa também conta com Tona Williams, responsável pela câmera e esposa de Matt, os gatinhos do casal e eventuais participações de amigos, como Aaron Yonda (co-criador de Chad Vader, interpretou o personagem título e Hal; co-criador/apresentador da outra websérie em atividade do canal, Beer and Board Games) e Robert Matsushida (Lloyd em Chad Vader).

Gostei muito de observar a evolução do programa desde o episódio de apresentação. O programa era atualizado no canal de duas a três vezes por mês, mas com a chegada de mais e mais correspondência na forma de cartões postais, discos de vinil e outros presentes enviados aos apresentadores ao longo dos anos que em fevereiro de 2016 foi criado um spin-off, o Welcome to the Basement: Unboxing; no qual abrem a correspondência, lêem comentários e sugestões de filmes dos espectadores, mostram cenas que não entraram na edição final do episódio anterior e Matt atualiza o público sobre sua resolução de 2016, a de assistir às 25 sequências de The Tale of Zatoichi (1962).

Ou seja, toda semana tem novidade diretamente do porão ❤

Como falei, o formato do programa foi evoluindo, mas na grande maioria dos episódios Matt escolhe um filme de sua lista, Craig não sabe qual filme assistirão até o momento da revelação – logo após a abertura do programa; Craig ganha um presente que na maioria das vezes tem a ver com o filme escolhido, eles assistem ao filme e depois sentam para conversar sobre o que assistiram. Se não me engano a partir do terceiro episódio, após a discussão do filme passou a ter um quadro regular no programa chamado Seen it, onde comentam a respeito das sugestões de filmes enviadas pelos espectadores, no caso de já terem assistido.

Em mais de uma ocasião ambos comentaram que o intervalo entre o término do filme e gravarem a discussão não é maior do que dez minutos, o que em alguns casos eles mesmos falam que não é o suficiente e por isso em episódios posteriores podem voltar à discussões antigas. Pelo menos no caso de um filme, Lost Highway do diretor David Lynch, foi gerado um episódio extra com o desenvolvimento de uma teoria desenvolvida por Matt para explicar o filme.

A edição do programa é excelente, as cenas deles assistindo ao filme são intercaladas com sequências do filme e cada um contando sua versão. Desde a primeira temporada gosto muito dos episódios de Halloween, pois ambos se vestem de algum personagem de algum filme assistido naquele ano; e a edição de Valentine’s Day – quando assistem a um filme romântico trágico – também é ótima, e é geralmente essa edição que abre a nova temporada do programa.

Mas melhor do que falar sobre Welcome to the Basement é assistir a Welcome to the Basement. Selecionei meus cinco episódios favoritos, aperta o play e vem comigo!

5) Episódio 68: Beyond the Valley of the Dolls

Matt: Z-Man reminds me of someone… someone I’m sitting on this couch with right now.

4) Episódio 23: Bedazzled

Matt: Seeeeeex-oh-phone!

Um clássico da comédia britânica; dos episódios selecionados aqui Bedazzled foi o único filme que eu já havia assistido antes do episódio.

3) Episódio 26: The Wicker Man

Craig: I can sense she’s reeeeeeeally naked over there!

2) Episódio 62: The Descent

GAAAAAAHHHHHHH!

Nesse episódio Craig pode escolher um filme, e como estavam no mês de outubro selecionou um filme de terror digno do gênero. As reações de ambos são impagáveis.

1) Episódio 21: Tough Guys Don’t Dance

IMG_0739.PNG

“Mr. Regency and I make out five times a night. That’s why I call him MISTER FIIIIIVE”

O filme é tão bizarro que gerou um dos melhores episódios do programa – na minha humilde opinião – e apresentou para meu catálogo de referências de cultura inútil uma cena que pode muito bem ser utilizada para todo momento de desgraçamento da cabeça. Nos acontecimentos recentes do ano da (des)graça de 2016 serviu como uma luva como reação ao resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Em termos de reações, pode sim ser utilizado como alternativa ou em conjunto ao melhor botão da internet.

Nos primeiros episódios, na parte em que comentam o final do filme havia um sinal de censura, o que atrapalhou um pouco a compreensão não só pelo barulho do sinal mas por perdermos elementos da discussão, e ainda na primeira temporada esse recurso de prevenção de spoilers foi eliminado. Não gosto de spoilers mas no caso de Welcome to the Basement e dos filmes apresentados por eles os quais ainda não assisti, não diminuiu minha vontade de assisti-los. Muito pelo contrário, considero um estímulo para correr atrás e adicionar mais títulos à minha lista de assistidos.

Com a evolução do programa Matt e Craig montaram um site, o welcometothebasementshow.com, com guia de episódios, resenhas, o hall da fama eleito todo final de ano. Também montaram uma página no Facebook onde dão pistas do próximo filme que assistirão no velho sofá de couro. Isso é bem legal porque quem não quer tomar spoilers do filme da semana, tem a chance de assisti-lo antes do episódio ser publicado.

Eu amo Cinema. De verdade, do fundo do meu coração e desde meus 13 anos. Cheguei a cogitar trabalhar com História do Cinema logo no início do segundo ano da faculdade (no primeiro foi o Teatro Grego que me pegou de jeito, influência total e irrestrita por ter estudado meu primeiro ano na UnB. SDDS UnB, sua linda <3) mas daí veio o bonde da Arqueologia e me levou embora. Obviamente isso não me impede de continuar estudando o assunto. Mas por muitos anos da vida adulta rolou um certo ressentimento por não ter mais tanto tempo como tinha na adolescência de assistir a tantos filmes como costumava em tão pouco tempo. No entanto, o encantamento em viver essas estórias por 90, 120 ou 222 minutos (beijos Ben-Hur de 1959!) continua aí. Raras foram as oportunidades que perdi nos últimos anos no Rio de assistir a filmes clássicos numa sala de cinema, fui a todas que pude. Aqui em Curitiba cheguei a pegar alguns festivais de clássicos no Cinemark, lembro do dos filmes de mafia e do Woody Allen antes da pré-estreia de Cafe Society (o qual achei extremamente decepcionante – DSCLP SOCIEDADE!), mas desde então não teve mais nada. Sei que aqui temos uma Cinemateca e é definitivamente um lugar que preciso passar a frequentar.

Ter conhecido o Welcome to the Basement esse ano me deu mais ânimo de investir mais tempo nessa paixão antiga [/cli-chê-za-ço] e de montar minha própria lista de filmes não assistidos.

Espero que tenham se divertido com os episódios e que busquem assistir a outros mais, recomendo vivamente. ❤

 

Standard
fikdik

decorar, um processo contínuo

Moro neste lar, carinhosamente chamado de Blackbird Manor (reciclando antigos nomes de moradias, com certeza) desde abril de 2016. Mesmo antes de pegar as chaves já conseguia visualizar o que eu queria para cada cômodo. Em termos de mobília ainda falta um sofá na sala (que se tornou um projeto a looooongo prazo no dia em que decidi querer um sofá de couro – e não vai ser nessa Black Friday que vai rolar levar Mozão* pra casa), mas no geral o apartamento está bem evoluído em termos de mobiliário e decoração.

A parte legal de montar um apartamento do zero é acompanhar as mudanças. Bem no começo pode ser chato dormir num colchonete e esperar chegar o kit iniciante de eletrodomésticos – fogão, geladeira e máquina de lavar roupa, mas com tempo e paciência as coisas vão indo para o seu devido lugar. Hoje falta bem pouco para encerrar o processo de mobiliar a casa comparado com o apartamento vazio de abril. Ainda quero uma tv na sala (obrigada Black Friday pela graça alcançada), mais pelo conforto de assistir filmes e séries em uma tela maior do que a do tablet, que foi o que tivemos para hoje nos últimos anos. E serviu muito bem até o momento 🙂

Agora, BRACE YOURSELVES porque vai começar a galeria de selfies na frente do espelho da sala, mas vocês podem – e devem – deixar esse detalhe de lado porque o objetivo aqui é mostrar, pelo menos uma palhinha das mudanças nesse longo processo de transformar um apartamento em um lar. Vem comigo!

no primeiro final de semana em Blackbird Manor ❤

Como é possível observar, parede roxa e parede lilás. Na lilás tinha um adorno de parede puxadíssimo de encarar, mas contatei a imobiliária antes mesmo de mudar e pedi para retirar (porque do contrário seria obrigada a fazer uma fogueira com ela, hahaha! #brinks). Nenhuma dessas cores combinava com meu projeto de decoração, e na parede lilás já queria fazer uma parede com efeito de cimento queimado (vai ter post sobre o ~making of~, em breve), mas até ter dinheiro para comprar o material e de fato colocar o plano em prática levei meses. Outras coisas mais urgentes estavam na frente na fila das contas, faz parte.

Já para a parede roxa, inicialmente eu ia jogar um cinza, mas meus amigos feat. anfitriões (Oi Simone, oi Felipe! :D) me inspiraram a acrescentar pelo menos um ponto de cor nesse cômodo. Eles têm uma parede verde escura muito linda na casa deles e a partir daí passei a buscar uma cor que ornasse com o cimento queimado, bem como com o resto da decoração planejada. Numa ida a uma loja de construção dei uma boa e longa pesquisada na cartela de cores e achei um tom de cereja.

E isso é muito legal. Gosto muito e sempre busco inspiração no Pinterest e nas casas dos amigos, mas sempre adapto as inspirações para o que eu tenho e para o que eu quero. Sempre leve em consideração a arquitetura da tua casa: iluminação, distribuição de cômodos, a orientação geográfica da tua casa ou apartamento; porque tu podes achar uma cor escura maravilhosa mas que num cômodo sem uma boa iluminação natural ou muito pequeno não vai ficar tão legal. Adaptar a expectativa à realidade sempre ajuda na hora de prevenir decepções.

E segue o baile das fotos!

teve essa época de parede cereja e parede lilás e *muita* bagunça da mudança.

Achei importante colocar esse registro, porque na maioria das vezes, com trabalho, amigos, e vida em geral nem sempre sobra tempo para arrumar tudo de uma vez. Convenhamos, tem final de semana que a gente não quer fazer nada mesmo, mas confia que uma hora a bagunça some tu fazes a bagunça sumir.

Aí já foi na véspera de pintar a parede lilás de branco pra tirar esse fundo na hora de passar a massa (que levou uns dois meses pra acontecer).

e VOILÁ! já deu uma cara nova na sala ❤

quando apliquei a primeira demão da massa com efeito de cimento queimado feat. Lena em todo o seu esplendor <333333

E aqui uma foto mais recente com duas demãos da massa. Falta uma ainda, sem data definida para acontecer.

*tudo que é lindo e maravilhoso nessa vida merece esse nome e uso de forma irrestrita mesmo. 😀

Standard
fikdik

das plantinhas de casa, parte I

Hoje vou falar um pouco sobre quais plantas adotei no ano da ~graça~ de 2016; e já começo contando que perdi algumas nessa jornada, mas no final do dia, o saldo é bem positivo. Ia falar de todas num único post [/seeeeenta que lá vem história]; mas não estou lembrando do nome de uma das folhagens e tio Google me deixou a ver navios, optei por dividir em duas (ou três, ou quinze) partes.

A maior concentração de plantas fica num canto da sala de casa. Esse canto seria a área da sacada, mas o proprietário fechou o espaço, o que é ótimo pois a sala ficou maior e melhor iluminada. Por muito tempo desde que mudei para cá direcionei meus esforços decorativos para esse pedaço de chão, e não faz dois meses que passei a dividir as novidades decorativas com outros cantos da sala. Ainda quero comprar um sofá e uma tv, mas sem previsão até o momento. Montar apartamento do zero tem dessas coisas, é um processo.

Voltando às plantinhas, vem comigo!

Nepeta (Glechoma hederacea)

eu & Leninha, Leninha & eu

Lena hoje cedo depois de uma faxina nas folhas feita ontem à noite. Descobri no final de semana passado que ela está com cochonilha.

Essa foi a segunda nepeta que adotei em menos de um mês. Quando comprei a primeira, pedi para o pessoal da floricultura transplantar para outra cuia com correntes e a levei numa caixa aberta para o trabalho. Lembra daquele provérbio, no creo en brujas, pero que las hay, las hay? Só sei que após chegar em casa ela não durou dois dias, não só desmaiou/murchou como esturricou. Não sabia do truque do balde (logo chegaremos lá, aguarde&confie), mas independente de regá-la, a perdi.

registro da nepeta #1, que mal chegou em casa e começou a deixar este plano 😦

Fiquei bem chateada e após duas semanas, encontrei outra nepeta na floricultura e decidi comprar, ainda que estivesse rolando uma insegurança de leve. Mas dessa vez paguei pela planta e a busquei no final do dia. Não tenho esse hábito (porque são muitas!), mas até dei nome pra ver se ela vingava: Chilena, aka Lena (obrigada Luis pela sugestão!). Lena demorou umas duas semanas para começar a desmaiar, durante uma semana muito quente aqui em Curitiba. Na época não tinha borrifador em casa, então improvisei com uma escova de dentes velha para molhar as folhas, além de continuar a regá-la por vias convencionais.

Borrifar as folhas não resolveu o problema. Já considerava Lena um caso perdido quando Simone (<3) sugeriu levá-la para a floricultura pro pessoal fazer um diagnóstico, oferecendo inclusive o transporte (melhor pessoa <3333). No dia seguinte, contei para a florista o que estava acontecendo e ela me falou que ali na floricultura eles regam as plantas submergindo o fundo dos vasos em bacias ou baldes d’ água, com um ou dois dedos de altura. A moça falou para deixá-las por cinco minutos, mas eu deixo de 20 a 30 minutos e até o fechamento deste post, nenhuma planta foi afogada mediante meu aprimoramento da técnica.

Fiz isso no mesmo dia à noite e no dia seguinte, Leninha estava vivona! Passei a usar esse método de rega com todas as minhas plantas suspensas, e em algumas outras como o lírio-da-paz que tenho no banheiro. Tua planta desmaiou? taca na bacia! Mas por favor por favorzinho, não afogue a criança. Dois dedos de água e só, mesmo para as cuias com pratos embutidos.

Como falei no post passado, uma série de variáveis influencia a frequência com que tu precisas regar tuas plantas. Lá em casa, um apartamento de andar alto e face Norte, que fica com as janelas fechadas sempre que não estou em casa (pois: Curitiba é imprevisível em termos de previsão do tempo e não quero morcegos adentrando meu lar – um dia eu entro em detalhes nesse perrengue do passado), noto que a cada três dias preciso aplicar a técnica do balde nas folhagens suspensas.

Nepeta-variegata (Glechoma hederacea variegata)

não é pokemón mas eu quero todas e em todas as variedades :B

O diferencial dessa nepeta são as folhas manchadinhas. Comprei (e a batizei de Sarumana – porque a maioria é menina nessa casa <3; e obrigada Luis pela sugestão – que acabei adaptando – parte II) para pendurar no ateliê; pois desde que destinei a outra folhagem que ali morava para ficar no quarto senti falta de ter mais verde nesse cômodo. Como o quarto é bem pequeno e tem armários EVERYWHERE! (não estou reclamando); a deixo pendurada num dos puxadores de um dos armários aéreos. Faz umas duas/três semanas que a adquiri e ela curtiu ficar perto da janela, pega o Sol do final da tarde; e de cara passei a utilizar a rega na bacia com ela; acredito que assim ficará com a folhagem cheia por mais tempo.

Planta-do-incenso (Plectranthus forsteri)

plantinha porreta essa

Essa folhagem eu comprei por engano, achando que era a que mora no meu quarto; cujo nome foi ali na esquina comprar cigarro e não mais voltou. Enquanto ia para casa cheguei a pensar que não teria sido uma boa ideia por conta do cheiro forte que ela tem, mas hoje em dia estou super acostumada. A planta-do-incenso ou incenso-bastardo tolera sol direto, apesar do ideal ser mantê-la em meia-sombra e o recomendado são regas regulares.

Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii)


Resolvi comprar esse lírio depois de pedir ao florista dicas de plantas que gostassem de umidade, pois queria uma planta para ficar no banheiro. O lírio-da-paz é uma dessas plantas, e se adaptou bem ao cômodo. Um belo dia ele começou a desmaiar e aí eu já taquei na bacia. Notei que leva em média uns quatro dias entre uma rega e outra. Como falei no post da semana passada, tem que observar como as plantas se comportam no teu lar.

Marantas

Gosto muito, mas muito de folhagens, mais do que de flores. Existem Marantas com variedades de folhas diversas e cada uma é mais linda do que a outra. A primeira que adotei foi a Maranta-cinza (Ctenanthe setosa). A Maranta não tolera sol direto – as folhas enrolam se expostas ao sol, mas gosta de luz indireta. Costumo regar dia sim, dia não.

Maranta-cinza

Maranta cascavel

Maranta leuconeura

Peperômias

As peperômias são uma paixão antiga, as que eu conhecia eram na variedade da folha enrugadinha (Peperômia caperata) e a peperômia melancia. Para conseguir muda da peperômia melancia foi uma novela, mas valeu a pena esperar por quase dois meses. Costumo regar no mínimo duas vezes na semana, mas isso pode variar de acordo com a época do ano.

Peperômia melancia

Peperômia caperata

Peperômia USA (esse é o nome popular mesmo)

Me conta ali nos comentários se tu tens alguma dessas plantinhas em casa, ou se tens sugestões de folhagens – porque enquanto tiver espaço, vou continuar adotando plantinhas, haha!

Sexta tem post novo e na terça que vem volto à saga das plantas daqui de casa. Inté! =)

Standard
fikdik

das plantinhas


Ter plantas em casa é como adotar um bicho de estimação. Se você quer muito ter, tem que cuidar e para isso, dedicar tempo. Não adianta encher a casa de plantas e ser negligente, pois em pouco tempo o que você vai ter é um cemitério de plantas secas, o que é uma crueldade cas plantínea. Cuidar de plantas tem que ser um prazer, e não um “sacrifício”. Não pode ter “nojinho” de colocar a mão na massa, tem que saber lidar com frustrações, pois mesmo cuidando bem delas pragas podem tomar conta de uma ou de todas. Por isso a regra de ouro é observar.

Duas das lembranças mais vívidas da minha infância correspondem a dois lugares distintos, nos quais passei muito tempo: um, o quintal dos meus avós paternos e o outro, a sala do apartamento onde moramos por boa parte da minha infância.

Meus avós moravam num casarão português, daqueles que são umas ‘tripas’ de casa, com escadas e um quintal nos fundos. Muitas e muitas plantas, o pé de louro, lesmas, passarinhos, uma parreira, umidade, o piso de ladrilhos hidráulicos (<3), o cheiro de funcho, a compostagem que meus avós faziam no fundo do quintal, o depósito do vô nos fundos do quintal. Era tudo muito mágico, e na memória que guardei desse lugar, o quintal era enorme. Com o passar dos anos percebi que é uma área pequena, mas igualmente mágica.

Mais ou menos nessa época meus pais, eu e meus irmãos morávamos num prédio de apartamentos em frente à casa dos meus avós. Mudamos para lá logo que minha irmã nasceu (eu tinha uns dois anos de idade) e ali ficamos até meus 10 anos. Lembro que minha mãe tinha muitas plantas na sala de casa, a impressão que levei comigo era que vivíamos numa floresta. Muitas samambaias, avenca, e muitas violetas.

Comecei a ter plantas em casa, em quantidade, a partir de 2013. Na época dividia apartamento e minha roommate, que não tinha uma única planta em casa, concordou. Como não havia espaço suficiente no quarto, foi e é sempre legal consultar quem mora com você. Alguns meses depois mudei para a rua ao lado, mas no mesmo quarteirão, para um apartamento térreo, cuja janela do meu quarto dava para uma área interna do prédio. Era o melhor local para ter plantas, pois a sala era muito mal iluminada por conta da distribuição dos cômodos e a roommate desse apartamento não ligava muito para plantas. Nessa época cheguei a ter mais de trinta vasos de plantas, que moravam no parapeito da janela e num cavalete que ficava junto à janela.

Ainda morei em mais dois endereços no Rio, em Laranjeiras (saudades, Laranjeiras) dividindo apartamento e carregando minhas plantas comigo em cada mudança até me mudar para Curitiba e poder finalmente morar sozinha. Infelizmente não pude levar as plantas que estavam comigo, mas as deixei em boas mãos, com a última roommate que as adotou. Como minha mudança não tinha data para ser entregue – pois dependia de encontrar um lugar para morar antes de receber minhas coisas, ficou tudo encaixotado num depósito da transportadora.

E foi aqui que resolvi buscar as lembranças da infância e decidi que teria plantas, muitas plantas em casa. Não muito tempo atrás li a notícia de uma moça que cultiva mais de 500 plantas dentro de casa. Acho lindo, mas meu objetivo não é bater recordes ou me preocupar com números (é igual tatuagem, gente, parei de contar faz muitos anos), até porque novamente, ter plantas em casa é um prazer aliado à uma necessidade pessoal de ter vida dentro de casa. E cada planta é uma vida que se deve tratar com respeito.

Por ser muito caseira, sempre foi uma meta pessoal transformar meu canto num lar. Por muitos anos não tive grana ou liberdade para mexer na decoração de onde morei, e foi apenas de uns anos para cá que isso começou a mudar. Adotar plantas foi a solução em muitos desses lares onde eu não podia mexer em mais nada.

Quanto a métodos para o cuidado de plantas, isso depende muito da planta que você decidir adotar. O que aprendi foi fruto de prática e curiosidade. Pesquisar, trocar ideias e consultar pessoas que trabalham em floriculturas é excelente, mas abra o olho com conselhos muito genéricos do tipo: “rega uma vez por semana”. Se isso for dito para qualquer planta, vá atrás de mais informação.

O que costumo fazer é prestar atenção nas minhas plantas, diariamente. Se começam a murchar, é porque estão sem água, e às vezes regar não é o suficiente. No caso das plantas que ficam suspensas, o que me ajudou a salvá-las (pois mesmo regando continuavam com as folhas murchas) foi colocá-las dentro de uma bacia com uns dois, três dedos de água no máximo por uns 20 minutos, a cada três dias, aproximadamente. Mas isso varia de acordo com o clima de onde você mora, se seu apartamento fica com as janelas fechadas o dia inteiro ou não. O mais importante no cuidado com plantas é saber observar. Se a superfície do vaso estiver seca, regue. Outro fator bem importante é escolher vasos com furos na base, para escoar a água excedente. Não queremos apodrecer as raízes, certo?

Plantas precisam de claridade. Algumas, de sol direto, enquanto que outras não toleram sol direto. Por isso é sempre bom pesquisar sobre o tipo de planta que se pretende adotar. Com base nisso você vai escolher os melhores lugares da sua casa para coloca-las, e tem que haver esse tipo de preocupação porque ficar mudando as plantas de lugar muito seguido não é bom.

Num próximo post vou falar das plantas que tenho em casa atualmente.

Standard
caro diário

MÁ OIÊ (cara de quem não passou 377 dias longe disso aqui)

Sei que já ensaiei mais voltas do que existem temporadas de turnês de despedida de [insira o/a cantor/a/banda prestes a se aposentar desde 1997 de sua preferência]. A principal desculpa foi a transição do blog para o domínio próprio. Passei maus bocados tentando instalar o WordPress no CPanel da conta de hospedagem que eu tinha. Até isso foi para o beleléu porque a empresa a qual contratei por mais de dez anos não quis manter meu plano – que era diferenciado justamente pelo tempo que eu mantinha essa conta – quando pedi para mudar de um domínio para o outro e os mandei para o limbo do esquecimento. Se eu parar para contabilizar o quanto gastei de dinheiro nesse tempo todo, levando em consideração alguns desses anos apenas pagando a manutenção da conta sem usar nada… melhor não saber e bora deixar esse rancor ir embora.

Ainda sei como resolver, mas não vou deixar mais de publicar posts por conta disso. Ainda mais agora que ando tão empolgada em compartilhar as coisas que tenho feito em casa de dois anos e meio para cá: decoração de interiores, DIY, jardinagem… até me aventurar na cozinha eu voltei depois que mudei de endereço em março desse ano. Tempo a gente sempre arruma para fazer o que gosta, o negócio é organizar e otimizar a vida.

– Mas o que você fez esse tempo todo, Bones?

Deixar a vida online eu jamais deixei, mas com o tempo fui escanteando certos hábitos. Eu que era fissuradíssima no Twitter fui utilizando muito de vez em quando ao longo dos últimos anos e essa é uma rede social a qual se não estás ali acompanhando tu perdes muito facilmente o fio da meada do que está rolando e meio que perde a graça. É como chegar na festa com três horas de atraso e perder o parabéns.

Por outro lado, estive muito presente em duas outras redes sociais, minhas favoritas daqui até a eternidade: Instagram e Pinterest. Em ambas consigo explorar minhas paixões pela fotografia e pelo design de interiores. Minha missão nessa vida adulta é a de transformar meu canto num lar, porque amo voltar para casa no final do dia. Tenho feito isso mais intensivamente ao longo dos últimos três anos. Ainda alugo e divido apartamento, mas isso não impede que eu deixe meus espaços com a minha cara. Até dar uma mexida aqui e ali em alguns espaços compartilhados já dei (obrigada, roommie que curtiu as intervenções! 🙂), como vocês verão nos próximos capítulos.

A seguir uma prévia do que vem por aí:

tem dicas de decoração de interiores? tem, sim senhor!

jardinagem

lugares bacanas para conhecer   

DIY

receitinhas

e o projeto que adotei para a vida

Standard