caro diário

Oscar 2000

Esta era para ser uma postagem no Facebook, acompanhada de um link para um vídeo, mas escrevi tanto e me emocionei tanto ao lembrar de tantas referências que achei melhor trazer para cá 🙂

Chega nessa época do ano, próxima à cerimônia do Oscar e é automático: sempre lembro da adolescência, quando tinha tempo tanto para assistir filmes como para fazer listas do que tinha de mais interessante no mês toda vez que chegava a revista de programação da TV a cabo em casa.

(Eu fazia tabelas elaboradíssimas no word, o que faz cair por terra toda a teoria acerca de eu não ser uma pessoa lá muito organizada)

No dia da festa, era de lei ficar com os olhos grudados na tela da TV até o final. Mesmo que meu pai me mandasse dormir, pois tinha aula no dia seguinte, eu teimava e dava o meu jeitinho de continuar assistindo. Entre 1997 e 2000 foi molezinha, pois foi a época em que morei em Brasília e tinha um quarto – e uma TV – só para mim.

Uma das edições mais memoráveis para mim foi a 72ª edição, em 2000. Se não me engano gravei numa fita VHS [/entregando com força a idade]. Uma das minhas partes favoritas da cerimônia era a apresentação dos clipes temáticos, composto por dezenas de sequências de filmes.

(Preciso confessar que eu invejava fortemente a memória fotográfica do Rubens Ewald Filho, e que sempre tentava “acompanhá-lo” na identificação dos filmes. A cada ano procurava me atualizar, em especial acerca de filmes antigos – paixão antiga na vida: desde meus 13 anos – para ter mais referências do que no ano anterior)

E no ano 2000 houve dois momentos bastante marcantes: um deles foi o clipe com filmes retratando a trajetória da humanidade desde os tempos mais primórdios, em celebração ao novo milênio (ainda que a década e o milênio tenham virado mesmo em 2001):

Teve Chaplin de homem das cavernas, Henry Fonda em As Vinhas da Ira, Charlton Heston abrindo o Mar Vermelho em Os Dez Mandamentos, Mel Brooks e sua versão de Moisés quebrando uma das tábuas, pois supostamente haveriam 15 mandamentos (adoro essa cena e sempre vou rir dela), Stephen Boyd e Charlton Heston disputando a famosa corrida de bigas na versão de 1959 de Ben-Hur, Mel Gibson no papel de sua vida em Coração Valente, Al Pacino e Robert Redford em Todos os Homens do Presidente, JFK, Elizabeth Taylor incrivelmente majestosa em Cleópatra, O Mais Longo dos Dias, O Resgate do Soldado Ryan e Além da Linha Vermelha retratando a Segunda Guerra Mundial, Agonia e Êxtase, sobre a pintura da Capela Sistina, Peter O’Toole em Lawrence da Arábia… e tantos outros atores, personagens e filmes os quais desde muito cedo na vida fizeram brilhar meus olhos, fosse diante da tela da TV ou numa sala de cinema.

O outro momento foi a homenagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao diretor polonês Andrzej Wajda, e aí meu coração polaco (pelo menos 50% dele, senão minha mãe fica com ciúme :P) bateu mais forte ao ouvir aquele idioma que, apesar de até hoje eu não compreendê-lo fluentemente, sempre me soou tão familiar (Mas anotem em seus caderninhos: um dia eu chego lá <3).

Este é o clipe de introdução à sua premiação, com cenas de seus filmes:

Lembro de haver um vídeo do discurso no youtube, não sei se foi retirado ou se não o encontrei por não possuir versão ~~tablet-friendly~~. De qualquer forma, a seguir o discurso de agradecimento de Andrzej Wajda, originalmente feito em polonês <333 (versão em inglês daqui):

“Ladies and gentlemen, I will speak in Polish because I want to say what I think and feel, and I have always thought and felt in Polish. I accept this great honor not as a personal tribute, but as a tribute to all of Polish cinema. The subject of many of our films was the war, the atrocities of Nazism and the tragedies brought by communism. This is why today I thank the American friends of Poland and my compatriots for helping my country rejoin the family of democratic nations, rejoin the Western civilizations, its institutions and security structures. My fervent hope is that the only flames people will encounter will be the great passions of the heart — love, gratitude and solidarity.”

“Senhoras e senhores, vou falar em polonês porque quero dizer o que penso e sinto, e eu sempre pensei e senti em polonês. Aceito esta grande honra não como um tributo pessoal, mas como um tributo a todo o cinema polonês. O tema de muitos de nossos filmes foi a guerra, as atrocidades do Nazismo e as tragédias trazidas pelo comunismo. É por isso que hoje eu agradeço aos amigos americanos da Polônia e meus compatriotas por ajudar meu pais a reingressar à família das nações democráticas, reingressar às civilizações ocidentais, suas instituições e estruturas de segurança. Minha esperança fervente é que as únicas chamas que as pessoas irão encontrar serão as grandes paixões do coração — amor, gratidão e solidariedade.”

Não lembro quando foi a última vez que assisti a essa homenagem, mas ao relembrá-la há pouco, revivi meus 19 anos e a emoção que senti quando a assisti pela primeira vez naquela noite de domingo, 26 de março de 2000. (beijo, Wikipedia!)

Advertisements
Standard
top 5

Top 5 #1: músicas para curtir a fossa

Alta Fidelidade é um dos meus filmes favoritos. Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas está na lista. É sobre Rob Gordon (John Cusack), o dono de uma loja de discos em Chicago que acabou de sair (na verdade, foi convidado a se retirar) de um relacionamento com Laura (Iben Hjejle) e revisita alguns dos seus relacionamentos anteriormente falidos, bem como suas ex-namoradas para tentar entender sua trajetória sentimental ao longo da vida.

Uma das atividades de Rob e seus dois “funcionários” (Jack Black e Todd Louiso) é fazer listas de cinco coisas (geralmente músicas mas houve uma lista sobre ’empregos dos sonhos’) para as mais diversas situações. A partir disso, resolvi inaugurar essa sessão no blog – enquanto abundamos de disposição para escrever – pois quem disse que trilha sonora é privilégio exclusivo de filme?

Foi pensando em você caro(a) leitor(a), que é muito novinho(a) ou nunca sofreu uma decepção amorosa na vida (1. Te cuida que já já Mulder e Scully colam na tua casa 2. Caso sejas realmente deste planeta, corre numa lotérica e joga na megasena DJÁ!!!), que elaborei um Top 5 de musicas para curtir aquela dor-de-cotovelo gostosa e reforçadora do caráter causada por um pé na bunda ou por um toco.

Pois a fossa pode ter estas duas origens distintas: a de um relacionamento que não deu certo e acabou-se o que era doce, ou o resultado de uma paixão platônica revelada e (geralmente imediatamente) rejeitada pelo objeto da tua afeição, ato este ao qual gosto de referir como um “salto de fé”.

beijo família Jones e Santo Agostinho!

beijo família Jones e Santo Agostinho!

Apesar de eu gostar bastante de usar essa referência, ainda acho que a melhor representação visual de um fora, ou um toco, é uma bigorna ACME de cinquenta toneladas despencando na tua cabeça no momento da rejeição, o qual geralmente dura segundos aos olhos de quem aplica, no entanto a sensação para quem leva é de: uma eternidade.

'um dia você ainda vai rir de tudo isso', dizem 9 entre 10 amigos otimistas.

‘um dia você ainda vai rir de tudo isso’, dizem 9 entre 10 amigos otimistas.

Já a representação visual que mais relaciono com um caso de pé na bunda, é a do chão magicamente sumir de debaixo dos teus pés.

Sem mais delongas, vamos à trilha sonora recomendada para ouvires caso te encontres em alguma destas duas situações. Segura na minha mão e clica no play!

5) Piece of my Heart
Janis Joplin rasgando o gogó e desafiando quem lhe decepcionou a fazer o Mola Ram e levar logo outro naco de seu sofrido coração.

top5_1_fossa_03

KA-LI-MAAAAAAAAAAAAAA!

(se bem que Mola Ram não se contenta com um ~pedaço~ só)

4) Love of My Life
Freddinho foi magoado pelo amor de sua vida e ainda assim, suplica que este não o deixe, provando que até um cara foda como Freddie Mercury teve sua cota de desilusão amorosa na vida.

3) Maybe You’re Right
Minha break-up song (tendo eu sido ativa ou passiva ~~uuuuuuui!~~ no ato do término) e motivo pelo qual ainda vou aprender a tocar piano. Cat Stevens tava de buenas e de repente ele não sabe pra onde tudo foi, só sabe que ele não vai mais discutir com a criatura se ela pode estar certa ou errada, pois já o fez por muito tempo. Numa hora havia amor mútuo e logo restou nada além de arrependimento.

(Rolam aí fortes indícios de que tomou um pé na bunda)

2) For No One
Essa. versão. Kina Grannis (post sobre ela em construção, link aqui em breve :)) tem uma voz tão mas tão doce, que essa versão vai assombrar os teus sonhos e as tuas noites de sábado jogado(a) no sofá vendo filme na TV aberta e enchendo a cara de:

(   ) pipoca
(   ) sorvete
(   ) paçoquinha
(   ) todas as alternativas anteriores. de preferência tudo junto&misturado no mesmo prato.

Paul tá na merda que o relacionamento dele acabou e vê que a ex tá de buenas com a vida. Realmente dói saber que a pessoa que tu amou tanto em determinado período da vida, além de ter te presenteado com uma bela botinada, tá toda out-and-about. Mas… essa é a prerrogativa de quem termina.

sad but true

sad but true

1) Everybody Hurts
Essa é um chute no saco da alma de todo ser humano independente de gênero. Ela leva às lágrimas até o mais durão e empedrado dos corações. Porque todo mundo machuca às vezes, todo mundo chora, e Michael Stipe tá aí pra jogar essa verdade na tua cara, enquanto te diz pra segurar as pontas <3.

Mas no final das contas e palhaçadas à parte, devemos sim aprender também com as experiências negativas. Se respeitarmos o “luto” de um toco/botinada e seus respectivos estágios, é possível aproveitar esse período (pois geralmente leva tempo mesmo) para crescer, amadurecer e superar, tornando essa vivência válida.

Lembre-se que isso também conta pontos de XP nesse grande RPG chamado vida. E se tu chegaste ao ponto de estar de buenas com a vida depois de uma desilusão amorosa, parabéns, subiste de nível!

\o/

\o/

E aí, qual a tua música de fossa favorita?

Standard
não é feitiçaria, é tecnologia!

dica de site: Poolga.com

Sou uma grande entusiasta da tecnologia. Na adolescência cheguei a imaginar (bem como querer) viver em outra época no passado. Bo-bá-gi! Hoje em dia não abriria mão da praticidade da vida moderna. (A não ser para dar umas voltinhas numa caixa telefônica azul aí com um cara de sobretudo marrom, terno, gravata e all star <3)

me joga na parede da TARDIS e me chama de Rose Tyler, seu lindo!

Por ser filha de um analista de sistemas, computadores sempre fizeram parte da minha vida desde muito cedo, portanto não poderia deixar de dedicar uma parte do blog aos meus gadgets, bem como aos aplicativos e sites os quais uso no meu dia-a-dia. Com o advento do iMac G3 nasceu uma ~macfag~ em mim.

Mas ela cresceu & apareceu mesmo com o lançamento do iPhone, alguns anos mais tarde. Apesar disso, por razões diversas, só fui adquirir um nem dois anos atrás, e em novembro do ano passado passei a ter um iPad. Desde então só uso meu netbook quando é pra ~ir ali nos EUA ver uma(s) série(s) de tv~ (das que não tem no Netflix, lógico!) ou agora, para usar o Photoshop.

O que mais me atrai nos produtos da Apple é o design, bem como a interface do sistema operacional. E tá pra nascer touchscreen mais responsivo do que o do iPhone/iPad (na minha humilde opinião de consumidora).

Mas muito tempo antes da primeira aquisição, (agradecimentos ao tio google) já residia na minha pasta de favoritos um site que disponibiliza papéis de parede para iPhone e iPad muito bacaninhas chamado Poolga. Os papéis de parede são criados por ilustradores e designers, voltados para dispositivos móveis e são uma ótima alternativa às opções de paisagens e texturas que encontramos aos montes por aí.

O site é atualizado periodicamente (costumo visitar pelo menos uma vez por mês e sempre tem novidade) e o foco dos curadores na escolha dos trabalhos é por elementos de design gráfico, ilustração e tipografia. Há mais de 1700 opções e o mais bacana desse projeto, além da divulgação do trabalho dos artistas envolvidos, é que o download é gratuito!

Corre lá e deixa teu iPhone/iPad mais maneiro! 🙂

20140214-031258.jpg

20140214-031318.jpg

20140214-031341.jpg

20140214-031350.jpg

20140214-031445.jpg

20140214-031502.jpg

20140214-031515.jpg

20140214-031529.jpg

Standard
caro diário

voltei a blogar porque senti saudade (beijo, Chico! <3)

Perdi a conta de quantas vezes ensaiei voltar a escrever.

Minha desculpa oficial desde 2007, 2008 era a de que minha vida acadêmica estava ~no caminho~ e convenhamos que eu nunca fui uma pessoa muito: 1) focada 2) organizada, e apesar de lutar contra essas duas características por muitos anos (porque ouvi a vida inteira que a falta de ambas não me permitiria ser uma pessoa bem-sucedida), cheguei num ponto onde travei no meu processo de escrita acadêmica e isso refletiu nas minhas atividades não-acadêmicas, tanto de escrita como de leitura. O resultado foi passar meses sem conseguir ler sequer aos classificados do jornal pois cinco segundos depois perdia completamente a noção do que estava lendo.

Um dia a gente senta pra conversar sobre isso.

Algum tempo depois dessa fase, em 2012, retomei a vontade de escrever e cheguei a registrar um domínio, o andyourbirdcanblog.com, mas nem dois meses depois minha vida virou de cabeça para baixo e o “projeto” foi deixado de lado para que eu pudesse reorganizar minha vida. Hoje em dia acho que voltar a escrever naquela época poderia até ter me ajudado. Não que eu fosse comentar especificamente sobre minha vida pessoal (sou da galëre que fazia do blog um diário pessoal #oldschool – sendo que para posts mais detalhados existia(e?) o Livejournal, aquele lindo <3), mas escrever sobre coisas das quais gosto teria sido bacana.

E essa é ideia aqui.  🙂

Ainda em 2012, me mudei para minha cidade natal (Rio Grande/RS) e passei a me interessar mais por fotografia. Sempre achei bacana, sempre tirei fotos aqui e ali (inclusive foi naquele ano que passou a existir a versão do Instagram para Android – e haters hatearam & mimizaram a respeito) mas foi durante aquele período que passei a observar mais as coisas ao meu redor, e a trabalhar meu olhar e a forma como eu o registrava nas minhas fotos.

Desde então minha identificação (e dedicação) com o Instagram foi total. Outra rede social com a qual me identifico muito é o Pinterest, aguarde&confie que ainda escrevo um post sobre isso.

Pois dentre as fotos que compartilho no Instagram estão as de coisas que faço de vez em quando para incrementar a decoração do meu espaço, e desde então recebi reações bastante positivas, tanto que foi esse o empurrão que me faltava para voltar a escrever. Gosto muito de compartilhar coisas, trocar ideias, informações. É quase uma reação automática quando alguém elogia um sapato ou roupa que estou usando eu contar onde comprei. Não podia ser diferente com as minhas ~decorações~.

Pois agora habemus um blog novinho em folha, com muito espaço e vontade de escrever para registrar tudo o que vejo, leio e faço por aí.

Standard