fikdik

decorar, um processo contínuo

Moro neste lar, carinhosamente chamado de Blackbird Manor (reciclando antigos nomes de moradias, com certeza) desde abril de 2016. Mesmo antes de pegar as chaves já conseguia visualizar o que eu queria para cada cômodo. Em termos de mobília ainda falta um sofá na sala (que se tornou um projeto a looooongo prazo no dia em que decidi querer um sofá de couro – e não vai ser nessa Black Friday que vai rolar levar Mozão* pra casa), mas no geral o apartamento está bem evoluído em termos de mobiliário e decoração.

A parte legal de montar um apartamento do zero é acompanhar as mudanças. Bem no começo pode ser chato dormir num colchonete e esperar chegar o kit iniciante de eletrodomésticos – fogão, geladeira e máquina de lavar roupa, mas com tempo e paciência as coisas vão indo para o seu devido lugar. Hoje falta bem pouco para encerrar o processo de mobiliar a casa comparado com o apartamento vazio de abril. Ainda quero uma tv na sala (obrigada Black Friday pela graça alcançada), mais pelo conforto de assistir filmes e séries em uma tela maior do que a do tablet, que foi o que tivemos para hoje nos últimos anos. E serviu muito bem até o momento 🙂

Agora, BRACE YOURSELVES porque vai começar a galeria de selfies na frente do espelho da sala, mas vocês podem – e devem – deixar esse detalhe de lado porque o objetivo aqui é mostrar, pelo menos uma palhinha das mudanças nesse longo processo de transformar um apartamento em um lar. Vem comigo!

no primeiro final de semana em Blackbird Manor ❤

Como é possível observar, parede roxa e parede lilás. Na lilás tinha um adorno de parede puxadíssimo de encarar, mas contatei a imobiliária antes mesmo de mudar e pedi para retirar (porque do contrário seria obrigada a fazer uma fogueira com ela, hahaha! #brinks). Nenhuma dessas cores combinava com meu projeto de decoração, e na parede lilás já queria fazer uma parede com efeito de cimento queimado (vai ter post sobre o ~making of~, em breve), mas até ter dinheiro para comprar o material e de fato colocar o plano em prática levei meses. Outras coisas mais urgentes estavam na frente na fila das contas, faz parte.

Já para a parede roxa, inicialmente eu ia jogar um cinza, mas meus amigos feat. anfitriões (Oi Simone, oi Felipe! :D) me inspiraram a acrescentar pelo menos um ponto de cor nesse cômodo. Eles têm uma parede verde escura muito linda na casa deles e a partir daí passei a buscar uma cor que ornasse com o cimento queimado, bem como com o resto da decoração planejada. Numa ida a uma loja de construção dei uma boa e longa pesquisada na cartela de cores e achei um tom de cereja.

E isso é muito legal. Gosto muito e sempre busco inspiração no Pinterest e nas casas dos amigos, mas sempre adapto as inspirações para o que eu tenho e para o que eu quero. Sempre leve em consideração a arquitetura da tua casa: iluminação, distribuição de cômodos, a orientação geográfica da tua casa ou apartamento; porque tu podes achar uma cor escura maravilhosa mas que num cômodo sem uma boa iluminação natural ou muito pequeno não vai ficar tão legal. Adaptar a expectativa à realidade sempre ajuda na hora de prevenir decepções.

E segue o baile das fotos!

teve essa época de parede cereja e parede lilás e *muita* bagunça da mudança.

Achei importante colocar esse registro, porque na maioria das vezes, com trabalho, amigos, e vida em geral nem sempre sobra tempo para arrumar tudo de uma vez. Convenhamos, tem final de semana que a gente não quer fazer nada mesmo, mas confia que uma hora a bagunça some tu fazes a bagunça sumir.

Aí já foi na véspera de pintar a parede lilás de branco pra tirar esse fundo na hora de passar a massa (que levou uns dois meses pra acontecer).

e VOILÁ! já deu uma cara nova na sala ❤

quando apliquei a primeira demão da massa com efeito de cimento queimado feat. Lena em todo o seu esplendor <333333

E aqui uma foto mais recente com duas demãos da massa. Falta uma ainda, sem data definida para acontecer.

*tudo que é lindo e maravilhoso nessa vida merece esse nome e uso de forma irrestrita mesmo. 😀

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fikdik

das plantinhas de casa, parte I

Hoje vou falar um pouco sobre quais plantas adotei no ano da ~graça~ de 2016; e já começo contando que perdi algumas nessa jornada, mas no final do dia, o saldo é bem positivo. Ia falar de todas num único post [/seeeeenta que lá vem história]; mas não estou lembrando do nome de uma das folhagens e tio Google me deixou a ver navios, optei por dividir em duas (ou três, ou quinze) partes.

A maior concentração de plantas fica num canto da sala de casa. Esse canto seria a área da sacada, mas o proprietário fechou o espaço, o que é ótimo pois a sala ficou maior e melhor iluminada. Por muito tempo desde que mudei para cá direcionei meus esforços decorativos para esse pedaço de chão, e não faz dois meses que passei a dividir as novidades decorativas com outros cantos da sala. Ainda quero comprar um sofá e uma tv, mas sem previsão até o momento. Montar apartamento do zero tem dessas coisas, é um processo.

Voltando às plantinhas, vem comigo!

Nepeta (Glechoma hederacea)

eu & Leninha, Leninha & eu

Lena hoje cedo depois de uma faxina nas folhas feita ontem à noite. Descobri no final de semana passado que ela está com cochonilha.

Essa foi a segunda nepeta que adotei em menos de um mês. Quando comprei a primeira, pedi para o pessoal da floricultura transplantar para outra cuia com correntes e a levei numa caixa aberta para o trabalho. Lembra daquele provérbio, no creo en brujas, pero que las hay, las hay? Só sei que após chegar em casa ela não durou dois dias, não só desmaiou/murchou como esturricou. Não sabia do truque do balde (logo chegaremos lá, aguarde&confie), mas independente de regá-la, a perdi.

registro da nepeta #1, que mal chegou em casa e começou a deixar este plano 😦

Fiquei bem chateada e após duas semanas, encontrei outra nepeta na floricultura e decidi comprar, ainda que estivesse rolando uma insegurança de leve. Mas dessa vez paguei pela planta e a busquei no final do dia. Não tenho esse hábito (porque são muitas!), mas até dei nome pra ver se ela vingava: Chilena, aka Lena (obrigada Luis pela sugestão!). Lena demorou umas duas semanas para começar a desmaiar, durante uma semana muito quente aqui em Curitiba. Na época não tinha borrifador em casa, então improvisei com uma escova de dentes velha para molhar as folhas, além de continuar a regá-la por vias convencionais.

Borrifar as folhas não resolveu o problema. Já considerava Lena um caso perdido quando Simone (<3) sugeriu levá-la para a floricultura pro pessoal fazer um diagnóstico, oferecendo inclusive o transporte (melhor pessoa <3333). No dia seguinte, contei para a florista o que estava acontecendo e ela me falou que ali na floricultura eles regam as plantas submergindo o fundo dos vasos em bacias ou baldes d’ água, com um ou dois dedos de altura. A moça falou para deixá-las por cinco minutos, mas eu deixo de 20 a 30 minutos e até o fechamento deste post, nenhuma planta foi afogada mediante meu aprimoramento da técnica.

Fiz isso no mesmo dia à noite e no dia seguinte, Leninha estava vivona! Passei a usar esse método de rega com todas as minhas plantas suspensas, e em algumas outras como o lírio-da-paz que tenho no banheiro. Tua planta desmaiou? taca na bacia! Mas por favor por favorzinho, não afogue a criança. Dois dedos de água e só, mesmo para as cuias com pratos embutidos.

Como falei no post passado, uma série de variáveis influencia a frequência com que tu precisas regar tuas plantas. Lá em casa, um apartamento de andar alto e face Norte, que fica com as janelas fechadas sempre que não estou em casa (pois: Curitiba é imprevisível em termos de previsão do tempo e não quero morcegos adentrando meu lar – um dia eu entro em detalhes nesse perrengue do passado), noto que a cada três dias preciso aplicar a técnica do balde nas folhagens suspensas.

Nepeta-variegata (Glechoma hederacea variegata)

não é pokemón mas eu quero todas e em todas as variedades :B

O diferencial dessa nepeta são as folhas manchadinhas. Comprei (e a batizei de Sarumana – porque a maioria é menina nessa casa <3; e obrigada Luis pela sugestão – que acabei adaptando – parte II) para pendurar no ateliê; pois desde que destinei a outra folhagem que ali morava para ficar no quarto senti falta de ter mais verde nesse cômodo. Como o quarto é bem pequeno e tem armários EVERYWHERE! (não estou reclamando); a deixo pendurada num dos puxadores de um dos armários aéreos. Faz umas duas/três semanas que a adquiri e ela curtiu ficar perto da janela, pega o Sol do final da tarde; e de cara passei a utilizar a rega na bacia com ela; acredito que assim ficará com a folhagem cheia por mais tempo.

Planta-do-incenso (Plectranthus forsteri)

plantinha porreta essa

Essa folhagem eu comprei por engano, achando que era a que mora no meu quarto; cujo nome foi ali na esquina comprar cigarro e não mais voltou. Enquanto ia para casa cheguei a pensar que não teria sido uma boa ideia por conta do cheiro forte que ela tem, mas hoje em dia estou super acostumada. A planta-do-incenso ou incenso-bastardo tolera sol direto, apesar do ideal ser mantê-la em meia-sombra e o recomendado são regas regulares.

Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii)


Resolvi comprar esse lírio depois de pedir ao florista dicas de plantas que gostassem de umidade, pois queria uma planta para ficar no banheiro. O lírio-da-paz é uma dessas plantas, e se adaptou bem ao cômodo. Um belo dia ele começou a desmaiar e aí eu já taquei na bacia. Notei que leva em média uns quatro dias entre uma rega e outra. Como falei no post da semana passada, tem que observar como as plantas se comportam no teu lar.

Marantas

Gosto muito, mas muito de folhagens, mais do que de flores. Existem Marantas com variedades de folhas diversas e cada uma é mais linda do que a outra. A primeira que adotei foi a Maranta-cinza (Ctenanthe setosa). A Maranta não tolera sol direto – as folhas enrolam se expostas ao sol, mas gosta de luz indireta. Costumo regar dia sim, dia não.

Maranta-cinza

Maranta cascavel

Maranta leuconeura

Peperômias

As peperômias são uma paixão antiga, as que eu conhecia eram na variedade da folha enrugadinha (Peperômia caperata) e a peperômia melancia. Para conseguir muda da peperômia melancia foi uma novela, mas valeu a pena esperar por quase dois meses. Costumo regar no mínimo duas vezes na semana, mas isso pode variar de acordo com a época do ano.

Peperômia melancia

Peperômia caperata

Peperômia USA (esse é o nome popular mesmo)

Me conta ali nos comentários se tu tens alguma dessas plantinhas em casa, ou se tens sugestões de folhagens – porque enquanto tiver espaço, vou continuar adotando plantinhas, haha!

Sexta tem post novo e na terça que vem volto à saga das plantas daqui de casa. Inté! =)

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fikdik

das plantinhas


Ter plantas em casa é como adotar um bicho de estimação. Se você quer muito ter, tem que cuidar e para isso, dedicar tempo. Não adianta encher a casa de plantas e ser negligente, pois em pouco tempo o que você vai ter é um cemitério de plantas secas, o que é uma crueldade cas plantínea. Cuidar de plantas tem que ser um prazer, e não um “sacrifício”. Não pode ter “nojinho” de colocar a mão na massa, tem que saber lidar com frustrações, pois mesmo cuidando bem delas pragas podem tomar conta de uma ou de todas. Por isso a regra de ouro é observar.

Duas das lembranças mais vívidas da minha infância correspondem a dois lugares distintos, nos quais passei muito tempo: um, o quintal dos meus avós paternos e o outro, a sala do apartamento onde moramos por boa parte da minha infância.

Meus avós moravam num casarão português, daqueles que são umas ‘tripas’ de casa, com escadas e um quintal nos fundos. Muitas e muitas plantas, o pé de louro, lesmas, passarinhos, uma parreira, umidade, o piso de ladrilhos hidráulicos (<3), o cheiro de funcho, a compostagem que meus avós faziam no fundo do quintal, o depósito do vô nos fundos do quintal. Era tudo muito mágico, e na memória que guardei desse lugar, o quintal era enorme. Com o passar dos anos percebi que é uma área pequena, mas igualmente mágica.

Mais ou menos nessa época meus pais, eu e meus irmãos morávamos num prédio de apartamentos em frente à casa dos meus avós. Mudamos para lá logo que minha irmã nasceu (eu tinha uns dois anos de idade) e ali ficamos até meus 10 anos. Lembro que minha mãe tinha muitas plantas na sala de casa, a impressão que levei comigo era que vivíamos numa floresta. Muitas samambaias, avenca, e muitas violetas.

Comecei a ter plantas em casa, em quantidade, a partir de 2013. Na época dividia apartamento e minha roommate, que não tinha uma única planta em casa, concordou. Como não havia espaço suficiente no quarto, foi e é sempre legal consultar quem mora com você. Alguns meses depois mudei para a rua ao lado, mas no mesmo quarteirão, para um apartamento térreo, cuja janela do meu quarto dava para uma área interna do prédio. Era o melhor local para ter plantas, pois a sala era muito mal iluminada por conta da distribuição dos cômodos e a roommate desse apartamento não ligava muito para plantas. Nessa época cheguei a ter mais de trinta vasos de plantas, que moravam no parapeito da janela e num cavalete que ficava junto à janela.

Ainda morei em mais dois endereços no Rio, em Laranjeiras (saudades, Laranjeiras) dividindo apartamento e carregando minhas plantas comigo em cada mudança até me mudar para Curitiba e poder finalmente morar sozinha. Infelizmente não pude levar as plantas que estavam comigo, mas as deixei em boas mãos, com a última roommate que as adotou. Como minha mudança não tinha data para ser entregue – pois dependia de encontrar um lugar para morar antes de receber minhas coisas, ficou tudo encaixotado num depósito da transportadora.

E foi aqui que resolvi buscar as lembranças da infância e decidi que teria plantas, muitas plantas em casa. Não muito tempo atrás li a notícia de uma moça que cultiva mais de 500 plantas dentro de casa. Acho lindo, mas meu objetivo não é bater recordes ou me preocupar com números (é igual tatuagem, gente, parei de contar faz muitos anos), até porque novamente, ter plantas em casa é um prazer aliado à uma necessidade pessoal de ter vida dentro de casa. E cada planta é uma vida que se deve tratar com respeito.

Por ser muito caseira, sempre foi uma meta pessoal transformar meu canto num lar. Por muitos anos não tive grana ou liberdade para mexer na decoração de onde morei, e foi apenas de uns anos para cá que isso começou a mudar. Adotar plantas foi a solução em muitos desses lares onde eu não podia mexer em mais nada.

Quanto a métodos para o cuidado de plantas, isso depende muito da planta que você decidir adotar. O que aprendi foi fruto de prática e curiosidade. Pesquisar, trocar ideias e consultar pessoas que trabalham em floriculturas é excelente, mas abra o olho com conselhos muito genéricos do tipo: “rega uma vez por semana”. Se isso for dito para qualquer planta, vá atrás de mais informação.

O que costumo fazer é prestar atenção nas minhas plantas, diariamente. Se começam a murchar, é porque estão sem água, e às vezes regar não é o suficiente. No caso das plantas que ficam suspensas, o que me ajudou a salvá-las (pois mesmo regando continuavam com as folhas murchas) foi colocá-las dentro de uma bacia com uns dois, três dedos de água no máximo por uns 20 minutos, a cada três dias, aproximadamente. Mas isso varia de acordo com o clima de onde você mora, se seu apartamento fica com as janelas fechadas o dia inteiro ou não. O mais importante no cuidado com plantas é saber observar. Se a superfície do vaso estiver seca, regue. Outro fator bem importante é escolher vasos com furos na base, para escoar a água excedente. Não queremos apodrecer as raízes, certo?

Plantas precisam de claridade. Algumas, de sol direto, enquanto que outras não toleram sol direto. Por isso é sempre bom pesquisar sobre o tipo de planta que se pretende adotar. Com base nisso você vai escolher os melhores lugares da sua casa para coloca-las, e tem que haver esse tipo de preocupação porque ficar mudando as plantas de lugar muito seguido não é bom.

Num próximo post vou falar das plantas que tenho em casa atualmente.

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