fikdik

das plantinhas de casa, parte I

Hoje vou falar um pouco sobre quais plantas adotei no ano da ~graça~ de 2016; e já começo contando que perdi algumas nessa jornada, mas no final do dia, o saldo é bem positivo. Ia falar de todas num único post [/seeeeenta que lá vem história]; mas não estou lembrando do nome de uma das folhagens e tio Google me deixou a ver navios, optei por dividir em duas (ou três, ou quinze) partes.

A maior concentração de plantas fica num canto da sala de casa. Esse canto seria a área da sacada, mas o proprietário fechou o espaço, o que é ótimo pois a sala ficou maior e melhor iluminada. Por muito tempo desde que mudei para cá direcionei meus esforços decorativos para esse pedaço de chão, e não faz dois meses que passei a dividir as novidades decorativas com outros cantos da sala. Ainda quero comprar um sofá e uma tv, mas sem previsão até o momento. Montar apartamento do zero tem dessas coisas, é um processo.

Voltando às plantinhas, vem comigo!

Nepeta (Glechoma hederacea)

eu & Leninha, Leninha & eu

Lena hoje cedo depois de uma faxina nas folhas feita ontem à noite. Descobri no final de semana passado que ela está com cochonilha.

Essa foi a segunda nepeta que adotei em menos de um mês. Quando comprei a primeira, pedi para o pessoal da floricultura transplantar para outra cuia com correntes e a levei numa caixa aberta para o trabalho. Lembra daquele provérbio, no creo en brujas, pero que las hay, las hay? Só sei que após chegar em casa ela não durou dois dias, não só desmaiou/murchou como esturricou. Não sabia do truque do balde (logo chegaremos lá, aguarde&confie), mas independente de regá-la, a perdi.

registro da nepeta #1, que mal chegou em casa e começou a deixar este plano 😦

Fiquei bem chateada e após duas semanas, encontrei outra nepeta na floricultura e decidi comprar, ainda que estivesse rolando uma insegurança de leve. Mas dessa vez paguei pela planta e a busquei no final do dia. Não tenho esse hábito (porque são muitas!), mas até dei nome pra ver se ela vingava: Chilena, aka Lena (obrigada Luis pela sugestão!). Lena demorou umas duas semanas para começar a desmaiar, durante uma semana muito quente aqui em Curitiba. Na época não tinha borrifador em casa, então improvisei com uma escova de dentes velha para molhar as folhas, além de continuar a regá-la por vias convencionais.

Borrifar as folhas não resolveu o problema. Já considerava Lena um caso perdido quando Simone (<3) sugeriu levá-la para a floricultura pro pessoal fazer um diagnóstico, oferecendo inclusive o transporte (melhor pessoa <3333). No dia seguinte, contei para a florista o que estava acontecendo e ela me falou que ali na floricultura eles regam as plantas submergindo o fundo dos vasos em bacias ou baldes d’ água, com um ou dois dedos de altura. A moça falou para deixá-las por cinco minutos, mas eu deixo de 20 a 30 minutos e até o fechamento deste post, nenhuma planta foi afogada mediante meu aprimoramento da técnica.

Fiz isso no mesmo dia à noite e no dia seguinte, Leninha estava vivona! Passei a usar esse método de rega com todas as minhas plantas suspensas, e em algumas outras como o lírio-da-paz que tenho no banheiro. Tua planta desmaiou? taca na bacia! Mas por favor por favorzinho, não afogue a criança. Dois dedos de água e só, mesmo para as cuias com pratos embutidos.

Como falei no post passado, uma série de variáveis influencia a frequência com que tu precisas regar tuas plantas. Lá em casa, um apartamento de andar alto e face Norte, que fica com as janelas fechadas sempre que não estou em casa (pois: Curitiba é imprevisível em termos de previsão do tempo e não quero morcegos adentrando meu lar – um dia eu entro em detalhes nesse perrengue do passado), noto que a cada três dias preciso aplicar a técnica do balde nas folhagens suspensas.

Nepeta-variegata (Glechoma hederacea variegata)

não é pokemón mas eu quero todas e em todas as variedades :B

O diferencial dessa nepeta são as folhas manchadinhas. Comprei (e a batizei de Sarumana – porque a maioria é menina nessa casa <3; e obrigada Luis pela sugestão – que acabei adaptando – parte II) para pendurar no ateliê; pois desde que destinei a outra folhagem que ali morava para ficar no quarto senti falta de ter mais verde nesse cômodo. Como o quarto é bem pequeno e tem armários EVERYWHERE! (não estou reclamando); a deixo pendurada num dos puxadores de um dos armários aéreos. Faz umas duas/três semanas que a adquiri e ela curtiu ficar perto da janela, pega o Sol do final da tarde; e de cara passei a utilizar a rega na bacia com ela; acredito que assim ficará com a folhagem cheia por mais tempo.

Planta-do-incenso (Plectranthus forsteri)

plantinha porreta essa

Essa folhagem eu comprei por engano, achando que era a que mora no meu quarto; cujo nome foi ali na esquina comprar cigarro e não mais voltou. Enquanto ia para casa cheguei a pensar que não teria sido uma boa ideia por conta do cheiro forte que ela tem, mas hoje em dia estou super acostumada. A planta-do-incenso ou incenso-bastardo tolera sol direto, apesar do ideal ser mantê-la em meia-sombra e o recomendado são regas regulares.

Lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii)


Resolvi comprar esse lírio depois de pedir ao florista dicas de plantas que gostassem de umidade, pois queria uma planta para ficar no banheiro. O lírio-da-paz é uma dessas plantas, e se adaptou bem ao cômodo. Um belo dia ele começou a desmaiar e aí eu já taquei na bacia. Notei que leva em média uns quatro dias entre uma rega e outra. Como falei no post da semana passada, tem que observar como as plantas se comportam no teu lar.

Marantas

Gosto muito, mas muito de folhagens, mais do que de flores. Existem Marantas com variedades de folhas diversas e cada uma é mais linda do que a outra. A primeira que adotei foi a Maranta-cinza (Ctenanthe setosa). A Maranta não tolera sol direto – as folhas enrolam se expostas ao sol, mas gosta de luz indireta. Costumo regar dia sim, dia não.

Maranta-cinza

Maranta cascavel

Maranta leuconeura

Peperômias

As peperômias são uma paixão antiga, as que eu conhecia eram na variedade da folha enrugadinha (Peperômia caperata) e a peperômia melancia. Para conseguir muda da peperômia melancia foi uma novela, mas valeu a pena esperar por quase dois meses. Costumo regar no mínimo duas vezes na semana, mas isso pode variar de acordo com a época do ano.

Peperômia melancia

Peperômia caperata

Peperômia USA (esse é o nome popular mesmo)

Me conta ali nos comentários se tu tens alguma dessas plantinhas em casa, ou se tens sugestões de folhagens – porque enquanto tiver espaço, vou continuar adotando plantinhas, haha!

Sexta tem post novo e na terça que vem volto à saga das plantas daqui de casa. Inté! =)

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8 thoughts on “das plantinhas de casa, parte I

  1. Ahhh que legal! Já amei. Tenho algumas em casa e tô aprendendo a cuidar. Mas sou péssima de nome.
    Matei cactos no banheiro. Achei que ele servia pra lá, mas foi um erro grandinho. Sabe de alguma planta pequena que curte banheiro?

    • Que legal! 🙂 Cactus são plantas de deserto, então locais úmidos não são indicados para banheiro. Mas sabe uma planta que tu podes tentar? Fitônia. Uma amiga minha me contou tempos atrás que colocou uma fitônia no banheiro e ela curtiu.

  2. CarlaDavid says:

    TÔ amando seus posts sobre plantas! Uma pena q sempre tenho que dá uma pesquisada a mais para vê se não são venenosas para meu gatinho. O danado adora uma plantinha!

    • Obrigada, Carla! Pois é, muitas folhagens são venenosas para crianças e animais de estimação, é sempre bom pesquisar antes de comprar, e caso seja possível, pendurar as plantas para que não a acessem.

  3. Voltei a ter um caso de amor com as plantas só por causa do seu blog. Comprei uma Peperômia (a qual chamo de Pepperoni), uma Jiboia e uma suculenta (a qual chamo de Suckie).

    Tenho notado que a Peperômia caiu um pouco e o moço que me vendeu disse que pode ser porque ela mudou de lugar (da loja dele para a minha casa, no caso). Vou tentar fazer o esquema de rega que você disse, mergulhando ela em 2cm de água.

    segue foto dela já no primeiro dia em casa: https://www.instagram.com/p/BOXqQ2Pjmh8/

    beijo beijo.
    já estou te acompanhando ❤

    • Ah, que maneiro, Leticia! Fico bem feliz em saber disso e que bonitas as tuas plantinhas 🙂

      Sim, as plantinhas às vezes sentem a mudança de ambiente, e se o pratinho da tua peperômia for fundo como o da jibóia, tu podes fazer o truque da bacia no pratinho mesmo. não sei se dá 2 cm, mas isso é só uma referência, não precisa ser levado à risca.

      Beijos e boa sorte! 😉

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