caro diário

MÁ OIÊ (cara de quem não passou 377 dias longe disso aqui)

Sei que já ensaiei mais voltas do que existem temporadas de turnês de despedida de [insira o/a cantor/a/banda prestes a se aposentar desde 1997 de sua preferência]. A principal desculpa foi a transição do blog para o domínio próprio. Passei maus bocados tentando instalar o WordPress no CPanel da conta de hospedagem que eu tinha. Até isso foi para o beleléu porque a empresa a qual contratei por mais de dez anos não quis manter meu plano – que era diferenciado justamente pelo tempo que eu mantinha essa conta – quando pedi para mudar de um domínio para o outro e os mandei para o limbo do esquecimento. Se eu parar para contabilizar o quanto gastei de dinheiro nesse tempo todo, levando em consideração alguns desses anos apenas pagando a manutenção da conta sem usar nada… melhor não saber e bora deixar esse rancor ir embora.

Ainda sei como resolver, mas não vou deixar mais de publicar posts por conta disso. Ainda mais agora que ando tão empolgada em compartilhar as coisas que tenho feito em casa de dois anos e meio para cá: decoração de interiores, DIY, jardinagem… até me aventurar na cozinha eu voltei depois que mudei de endereço em março desse ano. Tempo a gente sempre arruma para fazer o que gosta, o negócio é organizar e otimizar a vida.

– Mas o que você fez esse tempo todo, Bones?

Deixar a vida online eu jamais deixei, mas com o tempo fui escanteando certos hábitos. Eu que era fissuradíssima no Twitter fui utilizando muito de vez em quando ao longo dos últimos anos e essa é uma rede social a qual se não estás ali acompanhando tu perdes muito facilmente o fio da meada do que está rolando e meio que perde a graça. É como chegar na festa com três horas de atraso e perder o parabéns.

Por outro lado, estive muito presente em duas outras redes sociais, minhas favoritas daqui até a eternidade: Instagram e Pinterest. Em ambas consigo explorar minhas paixões pela fotografia e pelo design de interiores. Minha missão nessa vida adulta é a de transformar meu canto num lar, porque amo voltar para casa no final do dia. Tenho feito isso mais intensivamente ao longo dos últimos três anos. Ainda alugo e divido apartamento, mas isso não impede que eu deixe meus espaços com a minha cara. Até dar uma mexida aqui e ali em alguns espaços compartilhados já dei (obrigada, roommie que curtiu as intervenções! 🙂), como vocês verão nos próximos capítulos.

A seguir uma prévia do que vem por aí:

tem dicas de decoração de interiores? tem, sim senhor!

jardinagem

lugares bacanas para conhecer   

DIY

receitinhas

e o projeto que adotei para a vida

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quem é vivo sempre aparece

*espanando a poeira*

Pois a vida aprontou mais uma das suas (meu último contrato de trabalho encerrou no final de março e venho a ver navios em termos de vagas de emprego desde então.) e passei um bom tempo sem vontade de escrever. Mas s(m)eus problemas acabaram! – Na verdade, não, os problemas nunca acabam, o que pode mudar é a tua atitude em relação a eles, uma das poucas coisas sobre as quais podemos ter algum controle nessa vida.

Não vim aqui apenas tirar a poeira do blog e chorar as pitangas. Tenho algumas novidades para anunciar: em breve mudarei o conteúdo para um domínio próprio e estou empolgada trabalhando nos detalhes do layout. Como faz muito tempo mesmo que não mexo no Photoshop para fins de ~layoutar~, deve ser algo bem simples mesmo. Taí o banner novo que não me deixa mentir <3.

Tem dois posts no forno para sair antes da mudança do blog: um sobre minha rotina de cuidados com os cabelos (por conta desta postagem no Instagram) e outro sobre as pirações decorativas que fiz no meu quarto de algumas semanas para cá.

Enquanto isso fiquem com esse registro do final de tarde que eu teria perdido se tivesse ficado em casa mimizando sobre tudo o que não deu certo na vida até agora. Nesse dia estava batendo perna na SAARA atrás de material para os DIY’s recentes e esse céu me lembrou muito o “céu de inverno” que me acostumei a ver da janela de casa, no Rio Grande do Sul. ❤

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Oscar 2000

Esta era para ser uma postagem no Facebook, acompanhada de um link para um vídeo, mas escrevi tanto e me emocionei tanto ao lembrar de tantas referências que achei melhor trazer para cá 🙂

Chega nessa época do ano, próxima à cerimônia do Oscar e é automático: sempre lembro da adolescência, quando tinha tempo tanto para assistir filmes como para fazer listas do que tinha de mais interessante no mês toda vez que chegava a revista de programação da TV a cabo em casa.

(Eu fazia tabelas elaboradíssimas no word, o que faz cair por terra toda a teoria acerca de eu não ser uma pessoa lá muito organizada)

No dia da festa, era de lei ficar com os olhos grudados na tela da TV até o final. Mesmo que meu pai me mandasse dormir, pois tinha aula no dia seguinte, eu teimava e dava o meu jeitinho de continuar assistindo. Entre 1997 e 2000 foi molezinha, pois foi a época em que morei em Brasília e tinha um quarto – e uma TV – só para mim.

Uma das edições mais memoráveis para mim foi a 72ª edição, em 2000. Se não me engano gravei numa fita VHS [/entregando com força a idade]. Uma das minhas partes favoritas da cerimônia era a apresentação dos clipes temáticos, composto por dezenas de sequências de filmes.

(Preciso confessar que eu invejava fortemente a memória fotográfica do Rubens Ewald Filho, e que sempre tentava “acompanhá-lo” na identificação dos filmes. A cada ano procurava me atualizar, em especial acerca de filmes antigos – paixão antiga na vida: desde meus 13 anos – para ter mais referências do que no ano anterior)

E no ano 2000 houve dois momentos bastante marcantes: um deles foi o clipe com filmes retratando a trajetória da humanidade desde os tempos mais primórdios, em celebração ao novo milênio (ainda que a década e o milênio tenham virado mesmo em 2001):

Teve Chaplin de homem das cavernas, Henry Fonda em As Vinhas da Ira, Charlton Heston abrindo o Mar Vermelho em Os Dez Mandamentos, Mel Brooks e sua versão de Moisés quebrando uma das tábuas, pois supostamente haveriam 15 mandamentos (adoro essa cena e sempre vou rir dela), Stephen Boyd e Charlton Heston disputando a famosa corrida de bigas na versão de 1959 de Ben-Hur, Mel Gibson no papel de sua vida em Coração Valente, Al Pacino e Robert Redford em Todos os Homens do Presidente, JFK, Elizabeth Taylor incrivelmente majestosa em Cleópatra, O Mais Longo dos Dias, O Resgate do Soldado Ryan e Além da Linha Vermelha retratando a Segunda Guerra Mundial, Agonia e Êxtase, sobre a pintura da Capela Sistina, Peter O’Toole em Lawrence da Arábia… e tantos outros atores, personagens e filmes os quais desde muito cedo na vida fizeram brilhar meus olhos, fosse diante da tela da TV ou numa sala de cinema.

O outro momento foi a homenagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao diretor polonês Andrzej Wajda, e aí meu coração polaco (pelo menos 50% dele, senão minha mãe fica com ciúme :P) bateu mais forte ao ouvir aquele idioma que, apesar de até hoje eu não compreendê-lo fluentemente, sempre me soou tão familiar (Mas anotem em seus caderninhos: um dia eu chego lá <3).

Este é o clipe de introdução à sua premiação, com cenas de seus filmes:

Lembro de haver um vídeo do discurso no youtube, não sei se foi retirado ou se não o encontrei por não possuir versão ~~tablet-friendly~~. De qualquer forma, a seguir o discurso de agradecimento de Andrzej Wajda, originalmente feito em polonês <333 (versão em inglês daqui):

“Ladies and gentlemen, I will speak in Polish because I want to say what I think and feel, and I have always thought and felt in Polish. I accept this great honor not as a personal tribute, but as a tribute to all of Polish cinema. The subject of many of our films was the war, the atrocities of Nazism and the tragedies brought by communism. This is why today I thank the American friends of Poland and my compatriots for helping my country rejoin the family of democratic nations, rejoin the Western civilizations, its institutions and security structures. My fervent hope is that the only flames people will encounter will be the great passions of the heart — love, gratitude and solidarity.”

“Senhoras e senhores, vou falar em polonês porque quero dizer o que penso e sinto, e eu sempre pensei e senti em polonês. Aceito esta grande honra não como um tributo pessoal, mas como um tributo a todo o cinema polonês. O tema de muitos de nossos filmes foi a guerra, as atrocidades do Nazismo e as tragédias trazidas pelo comunismo. É por isso que hoje eu agradeço aos amigos americanos da Polônia e meus compatriotas por ajudar meu pais a reingressar à família das nações democráticas, reingressar às civilizações ocidentais, suas instituições e estruturas de segurança. Minha esperança fervente é que as únicas chamas que as pessoas irão encontrar serão as grandes paixões do coração — amor, gratidão e solidariedade.”

Não lembro quando foi a última vez que assisti a essa homenagem, mas ao relembrá-la há pouco, revivi meus 19 anos e a emoção que senti quando a assisti pela primeira vez naquela noite de domingo, 26 de março de 2000. (beijo, Wikipedia!)

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voltei a blogar porque senti saudade (beijo, Chico! <3)

Perdi a conta de quantas vezes ensaiei voltar a escrever.

Minha desculpa oficial desde 2007, 2008 era a de que minha vida acadêmica estava ~no caminho~ e convenhamos que eu nunca fui uma pessoa muito: 1) focada 2) organizada, e apesar de lutar contra essas duas características por muitos anos (porque ouvi a vida inteira que a falta de ambas não me permitiria ser uma pessoa bem-sucedida), cheguei num ponto onde travei no meu processo de escrita acadêmica e isso refletiu nas minhas atividades não-acadêmicas, tanto de escrita como de leitura. O resultado foi passar meses sem conseguir ler sequer aos classificados do jornal pois cinco segundos depois perdia completamente a noção do que estava lendo.

Um dia a gente senta pra conversar sobre isso.

Algum tempo depois dessa fase, em 2012, retomei a vontade de escrever e cheguei a registrar um domínio, o andyourbirdcanblog.com, mas nem dois meses depois minha vida virou de cabeça para baixo e o “projeto” foi deixado de lado para que eu pudesse reorganizar minha vida. Hoje em dia acho que voltar a escrever naquela época poderia até ter me ajudado. Não que eu fosse comentar especificamente sobre minha vida pessoal (sou da galëre que fazia do blog um diário pessoal #oldschool – sendo que para posts mais detalhados existia(e?) o Livejournal, aquele lindo <3), mas escrever sobre coisas das quais gosto teria sido bacana.

E essa é ideia aqui.  🙂

Ainda em 2012, me mudei para minha cidade natal (Rio Grande/RS) e passei a me interessar mais por fotografia. Sempre achei bacana, sempre tirei fotos aqui e ali (inclusive foi naquele ano que passou a existir a versão do Instagram para Android – e haters hatearam & mimizaram a respeito) mas foi durante aquele período que passei a observar mais as coisas ao meu redor, e a trabalhar meu olhar e a forma como eu o registrava nas minhas fotos.

Desde então minha identificação (e dedicação) com o Instagram foi total. Outra rede social com a qual me identifico muito é o Pinterest, aguarde&confie que ainda escrevo um post sobre isso.

Pois dentre as fotos que compartilho no Instagram estão as de coisas que faço de vez em quando para incrementar a decoração do meu espaço, e desde então recebi reações bastante positivas, tanto que foi esse o empurrão que me faltava para voltar a escrever. Gosto muito de compartilhar coisas, trocar ideias, informações. É quase uma reação automática quando alguém elogia um sapato ou roupa que estou usando eu contar onde comprei. Não podia ser diferente com as minhas ~decorações~.

Pois agora habemus um blog novinho em folha, com muito espaço e vontade de escrever para registrar tudo o que vejo, leio e faço por aí.

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