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plantas, plantas EVERYWHERE!

nessa semana que passou consegui organizar melhor a sala. instalei novamente os ganchos da rede – que inicialmente ia para a varanda mas foi redirecionada para a sala para dar espaço para prateleiras.

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prateleira e caixote fixados na parede da varanda para abrir espaço. logo vou instalar outra prateleira e levar essa estante de madeira para a área de serviço.

a disposição da sala do apartamento novo é diferente mas a solução que encontrei ficou boa e não irá atrapalhar o futuro sofá.

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rede na sala: qualidade de vida ❤

também dei continuidade na escolha e preparo dos pontos onde posso fixar minhas plantas no teto. é uma solução simples e que serve para casos de:

  • espaços pequenos
  • plantas pendentes
  • lares com animais de estimação

no caso daqui de casa, todas as alternativas se aplicam, mas tu não precisas de nenhuma delas para pendurar plantas no teto, que costuma ser um espaço muito, mas muito subaproveitado. vais precisas de poucos materiais e um mínimo de prática com uma furadeira.

materiais:

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existem algumas variedades  de tamanhos e cores de correntes no mercado. essa branca é ideal para ir virando o vaso sem precisar tirar a corrente do gancho.

  • gancho(s) com bucha(s) – uso gancho um branco de bucha tamanho 6 que vende na Leroy Merlin
  • furadeira elétrica – recomendo um modelo que tenha modo martelete
  • jogo de brocas para alvenaria
  • correntes ou cabos
  • escada
  • trena e lápis – para marcar a área escolhida
  • fita crepe – um pedacinho só para colocar por cima da marcação
  • martelo de borracha
  • vaso(s) de planta escolhido(s) para pendurar

também é uma boa usar óculos de proteção, porque como vais furar o teto é certo que vai cair pó por cima de ti enquanto executas o serviço. como alternativa, dá para “anexar” na furadeira com fita crepe um saquinho de papel ou plástico para coletar o grosso da poeira.

é importante conhecer minimamente a planta que queres pendurar bem como os pontos de incidência solar e áreas de luminosidade do cômodo onde vais instalar os ganchos. por exemplo: colocar uma samambaia numa área de incidência solar direta não vai dar muito certo.

modo de fazer:

  1. escolhida a área, faz a marcação do ponto. também é importante observar o “diâmetro” do vaso e da planta para não furar muito próximo da parede e parte da planta ficar amassada.
  2. use um pedaço de fita crepe por cima da marcação. costumo fazer isso tanto para colocação de pregos como para buchas e parafusos.
  3. hora de furar o teto. uma boa dica é usar uma ou duas brocas menores antes de usar a broca do tamanho da bucha. isso é bom para ter uma ideia do que a parede – ou o teto são feitos. se houver muita resistência com a furadeira no modo de perfuração aí vire a chave da furadeira para o modo martelete.
  4. use o martelo de borracha para colocar a bucha no lugar e em seguida instale o gancho.
  5. prepare o vaso para pendurar. geralmente plantas pendentes vêm em cuias com pratos embutidos de plástico, o que é ideal para pendurar. essas cuias costumam também vir com um gancho plástico. a cuia tu podes “esconder” com um cachepô de crochê, mas o gancho sempre troco por corrente ou por cabos de aço. a vantagem dos cabos é que conferem um visual mais clean e a das correntes é que podes customizar a altura delas. no final, fica ao gosto do freguês.

taí uma mudança rápida e bonita!

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os mesmos ganchos que usei para o teto usei na varanda. nesse caso tem que usar um jogo de brocas para madeira ao invés das de alvenaria.

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instalei essa suculenta na sala na sexta-feira (a marcação já estava no teto praticamente desde que mudei) e ela já foi para o teto com os cabos.

 

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cabos instalados na nepeta variegata também.

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a hera no cantinho da sala. logo vou trocar essas correntes por cabos, como fiz com os outros vasos.

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a samambaia (americana) que veio para casa na quinta-feira passada. já quero outras variedades 🙂

 

 

 

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casa nova, paredes novas!

há algumas (muitas) semanas venho mostrando aqui e ali pedaços da parede que levei umas sete semanas entre início e fim dos trabalhos.

demorei esse tempo todo porque, ao contrário da meia parede que apliquei em metade da sala (três demãos num mesmo dia, na véspera da minha mudança), esse projeto foi um pouco mais complexo.

como mudei de apartamento, optei por sair da zona de conforto e inovar na decoração do espaço novo. como já comentei em posts anteriores, não seria possível reproduzir a decoração que fiz no apartamento antigo porque: é outra planta, outra orientação geográfica do prédio, pontos de iluminação natural e artificial diferentes, etc.

claro que móveis, quadros e outros objetos de decoração permanecem, mas a roupagem do único cômodo com mais paredes do que móveis planejados deveria ser nova e especial.

um dos melhores momentos da transição – que foi bem caótica – foi pensar no que ia fazer na casa nova.

no apartamento antigo, antes de pintar uma das paredes de cereja a ideia inicial era aplicar um rosa claro, para compôr com a massa com efeito de cimento queimado. mas na hora de comprar a tinta na loja, resolvi olhar as cartelas inteiras pessoalmente e optei pelo cereja.

então, na casa nova, como ainda havia mais ou menos meia lata de massa, e meia lata do cinza claro que usei em parte da sala e no quarto, decidi aproveitar essas duas cores e incorporar o rosa.

bati o martelo sobre a paleta de cores após olhar com mais atenção para um dos quadros que tenho.

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definição de lar ❤

comprei essa ilustração da Casa Dobra assim que chegou na Collector ano passado, pois achei que tinha tudo a ver com meu lar (yoga, muitas plantas, um gato). observando bem essa ilustração que me remete a tantas coisas boas, fiz um recorte nas cores utilizadas: rosa claro, cinza claro, off-white e verde oliva e habemus paleta de cores para a casa nova!

o passo seguinte foi comprar as tintas. quando fiz a busca pelas cores nas cartelas troquei o verde oliva por um verde sálvia e deu muito certo. até porque um fator importante na hora de escolher uma cor para qualquer ambiente é levar em consideração não só a iluminação natural do cômodo como o tipo de iluminação artificial que tens ou pretendes usar. como prefiro lâmpadas com a luz amarelada, o verde oliva poderia ficar muito amarelado à noite.

o acabamento da tinta (fosco, semibrilho, brilho) também deve ser considerado antes de comprar as tintas. para o projeto da casa nova, já que o cinza que eu ia aproveitar era acabamento fosco, defini esse acabamento para as outras cores.

cores escolhidas (todas da Coral), tintas compradas.

  • Rosa Inglesa
  • Algodão Cinzento (que veio do outro apartamento)
  • Pingo de Gelo
  • Sálvia de Verão

e agora, como aplicar essas quatro cores em um único ambiente (cinco contando com o cimento queimado – Texturatto especial da Suvinil, cor Elefante)?

dois elementos logo vieram à mente: meia parede e parede geométrica.

falando em parede geométrica, tenho que fazer uma menção honrosa à outra referência que, assim como a ilustração já citada, adaptei e incorporei à realidade da minha casa. é o que sempre pratico, aconselho e que é bem diferente de chupinhar tudo e querer reproduzir literalmente na tua casa ou negócio, como infelizmente acontece muito mundo afora.

a referência veio de nada mais nada menos do que meu lugar favorito fora de casa, o Botanique. logo na entrada desse lugar lindo e original há uma parede geométrica simples com verde água, rosa e vinho. essas três cores fazem parte da paleta de cores principal utilizada no espaço. é bastante evidente o carinho com que decoraram esse lugar, o Botanique é um lugar com alma.

fim do parêntese, de volta ao projeto da sala!

depois de definir o rosa como cor principal para a meia parede, procurei equilibrar a distribuição do rosa na parede geométrica. na noite da véspera da mudança, após pintar a meia parede no resto da sala, comecei a marcar o desenho da parede geométrica, com a ajuda de amigos (obrigada Simone e Felipe!). a ideia inicial era fazer triângulos de diferentes formatos e tamanhos, sem deixar espaço entre um e outro.

é bem importante salientar – e teremos IBAGENS para ilustrar que: o desenho que marcamos não foi o desenho final. por isso sempre bato nessa tecla: adapte as ideias à tua realidade. como fiz a pintura sozinha e não quis espaços em branco entre os triângulos, tive que ir tirando e recolocando a fita à medida em que pintava os triângulos. com isso passei a ter uma visão melhor de como ficaria se aumentasse ou diminuísse os triângulos ao longo do processo e optei por não abrir tantos triângulos pequenos.

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não tenho foto só da marcação com a fita, mas esse é um dos primeiros registros após começar a pintura e a aplicação da massa corrida. em tempo: acho que vi uma gatinha ❤

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as marcações foram sumindo…

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…e os triângulos ficando um pouco maiores.

por outro lado fiz a parede geométrica “invadir” uma boa parte da parede contígua. inicialmente ia ficar só um pedaço do triângulo de cimento queimado nessa parede e acabei abrindo novos triângulos levando em consideração que naquele canto um dia anda vai ter um sofá.

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muita bagunça mas muito amor envolvido 🙂

usei fita crepe específica para pintura (uma azul, da 3M) mas mesmo assim notei que em alguns casos a tinta vazou um pouco para debaixo da fita. me foi recomendado passar massa corrida por cima da fita para impedir que isso acontecesse, e passo adiante essa dica. dá um pouquinho mais de trabalho mas considero melhor do que raspar a tinta da parede, que foi o que acabei tendo que fazer na maior parte dos triângulos.

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trabalho_de_corno.jpg 😀

no final das sete semanas (e três demãos para cada cor) fiquei muito feliz e muito satisfeita com o resultado. consegui aproveitar dois elementos os quais usei no outro apartamento (o cinza claro e a massa com efeito de cimento queimado) de forma diferente das propostas iniciais para esses materiais e incorporei novas cores.

e assim ficou minha primeira parede geométrica ❤

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VOILÁ!

e a seguir updates da decoração na parede geométrica:

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ainda não temos sofá mas já temos luminária pensando no sofá. elwood e jake aprovam.

update BREAKING NEWS nível de atualiadade (de hoje no início da tarde):

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cabideiro lindeza que chegou junto com a cadeira da varanda (vai lá no meu stories ver!)

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por uns bons três anos sonhei em ter esse modelo específico do hang it all. agora ele mora na entrada de casa.

a saga do sofá continua e ainda quero trocar as luminárias da sala, mas aos poucos tudo vai se ajeitando e a casinha vai ficando cada vez mais com cara e alma de lar.

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MÁ OIÊ (cara de quem não passou 377 dias longe disso aqui)

Sei que já ensaiei mais voltas do que existem temporadas de turnês de despedida de [insira o/a cantor/a/banda prestes a se aposentar desde 1997 de sua preferência]. A principal desculpa foi a transição do blog para o domínio próprio. Passei maus bocados tentando instalar o WordPress no CPanel da conta de hospedagem que eu tinha. Até isso foi para o beleléu porque a empresa a qual contratei por mais de dez anos não quis manter meu plano – que era diferenciado justamente pelo tempo que eu mantinha essa conta – quando pedi para mudar de um domínio para o outro e os mandei para o limbo do esquecimento. Se eu parar para contabilizar o quanto gastei de dinheiro nesse tempo todo, levando em consideração alguns desses anos apenas pagando a manutenção da conta sem usar nada… melhor não saber e bora deixar esse rancor ir embora.

Ainda sei como resolver, mas não vou deixar mais de publicar posts por conta disso. Ainda mais agora que ando tão empolgada em compartilhar as coisas que tenho feito em casa de dois anos e meio para cá: decoração de interiores, DIY, jardinagem… até me aventurar na cozinha eu voltei depois que mudei de endereço em março desse ano. Tempo a gente sempre arruma para fazer o que gosta, o negócio é organizar e otimizar a vida.

– Mas o que você fez esse tempo todo, Bones?

Deixar a vida online eu jamais deixei, mas com o tempo fui escanteando certos hábitos. Eu que era fissuradíssima no Twitter fui utilizando muito de vez em quando ao longo dos últimos anos e essa é uma rede social a qual se não estás ali acompanhando tu perdes muito facilmente o fio da meada do que está rolando e meio que perde a graça. É como chegar na festa com três horas de atraso e perder o parabéns.

Por outro lado, estive muito presente em duas outras redes sociais, minhas favoritas daqui até a eternidade: Instagram e Pinterest. Em ambas consigo explorar minhas paixões pela fotografia e pelo design de interiores. Minha missão nessa vida adulta é a de transformar meu canto num lar, porque amo voltar para casa no final do dia. Tenho feito isso mais intensivamente ao longo dos últimos três anos. Ainda alugo e divido apartamento, mas isso não impede que eu deixe meus espaços com a minha cara. Até dar uma mexida aqui e ali em alguns espaços compartilhados já dei (obrigada, roommie que curtiu as intervenções! 🙂), como vocês verão nos próximos capítulos.

A seguir uma prévia do que vem por aí:

tem dicas de decoração de interiores? tem, sim senhor!

jardinagem

lugares bacanas para conhecer   

DIY

receitinhas

e o projeto que adotei para a vida

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quem é vivo sempre aparece

*espanando a poeira*

Pois a vida aprontou mais uma das suas (meu último contrato de trabalho encerrou no final de março e venho a ver navios em termos de vagas de emprego desde então.) e passei um bom tempo sem vontade de escrever. Mas s(m)eus problemas acabaram! – Na verdade, não, os problemas nunca acabam, o que pode mudar é a tua atitude em relação a eles, uma das poucas coisas sobre as quais podemos ter algum controle nessa vida.

Não vim aqui apenas tirar a poeira do blog e chorar as pitangas. Tenho algumas novidades para anunciar: em breve mudarei o conteúdo para um domínio próprio e estou empolgada trabalhando nos detalhes do layout. Como faz muito tempo mesmo que não mexo no Photoshop para fins de ~layoutar~, deve ser algo bem simples mesmo. Taí o banner novo que não me deixa mentir <3.

Tem dois posts no forno para sair antes da mudança do blog: um sobre minha rotina de cuidados com os cabelos (por conta desta postagem no Instagram) e outro sobre as pirações decorativas que fiz no meu quarto de algumas semanas para cá.

Enquanto isso fiquem com esse registro do final de tarde que eu teria perdido se tivesse ficado em casa mimizando sobre tudo o que não deu certo na vida até agora. Nesse dia estava batendo perna na SAARA atrás de material para os DIY’s recentes e esse céu me lembrou muito o “céu de inverno” que me acostumei a ver da janela de casa, no Rio Grande do Sul. ❤

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Oscar 2000

Esta era para ser uma postagem no Facebook, acompanhada de um link para um vídeo, mas escrevi tanto e me emocionei tanto ao lembrar de tantas referências que achei melhor trazer para cá 🙂

Chega nessa época do ano, próxima à cerimônia do Oscar e é automático: sempre lembro da adolescência, quando tinha tempo tanto para assistir filmes como para fazer listas do que tinha de mais interessante no mês toda vez que chegava a revista de programação da TV a cabo em casa.

(Eu fazia tabelas elaboradíssimas no word, o que faz cair por terra toda a teoria acerca de eu não ser uma pessoa lá muito organizada)

No dia da festa, era de lei ficar com os olhos grudados na tela da TV até o final. Mesmo que meu pai me mandasse dormir, pois tinha aula no dia seguinte, eu teimava e dava o meu jeitinho de continuar assistindo. Entre 1997 e 2000 foi molezinha, pois foi a época em que morei em Brasília e tinha um quarto – e uma TV – só para mim.

Uma das edições mais memoráveis para mim foi a 72ª edição, em 2000. Se não me engano gravei numa fita VHS [/entregando com força a idade]. Uma das minhas partes favoritas da cerimônia era a apresentação dos clipes temáticos, composto por dezenas de sequências de filmes.

(Preciso confessar que eu invejava fortemente a memória fotográfica do Rubens Ewald Filho, e que sempre tentava “acompanhá-lo” na identificação dos filmes. A cada ano procurava me atualizar, em especial acerca de filmes antigos – paixão antiga na vida: desde meus 13 anos – para ter mais referências do que no ano anterior)

E no ano 2000 houve dois momentos bastante marcantes: um deles foi o clipe com filmes retratando a trajetória da humanidade desde os tempos mais primórdios, em celebração ao novo milênio (ainda que a década e o milênio tenham virado mesmo em 2001):

Teve Chaplin de homem das cavernas, Henry Fonda em As Vinhas da Ira, Charlton Heston abrindo o Mar Vermelho em Os Dez Mandamentos, Mel Brooks e sua versão de Moisés quebrando uma das tábuas, pois supostamente haveriam 15 mandamentos (adoro essa cena e sempre vou rir dela), Stephen Boyd e Charlton Heston disputando a famosa corrida de bigas na versão de 1959 de Ben-Hur, Mel Gibson no papel de sua vida em Coração Valente, Al Pacino e Robert Redford em Todos os Homens do Presidente, JFK, Elizabeth Taylor incrivelmente majestosa em Cleópatra, O Mais Longo dos Dias, O Resgate do Soldado Ryan e Além da Linha Vermelha retratando a Segunda Guerra Mundial, Agonia e Êxtase, sobre a pintura da Capela Sistina, Peter O’Toole em Lawrence da Arábia… e tantos outros atores, personagens e filmes os quais desde muito cedo na vida fizeram brilhar meus olhos, fosse diante da tela da TV ou numa sala de cinema.

O outro momento foi a homenagem da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao diretor polonês Andrzej Wajda, e aí meu coração polaco (pelo menos 50% dele, senão minha mãe fica com ciúme :P) bateu mais forte ao ouvir aquele idioma que, apesar de até hoje eu não compreendê-lo fluentemente, sempre me soou tão familiar (Mas anotem em seus caderninhos: um dia eu chego lá <3).

Este é o clipe de introdução à sua premiação, com cenas de seus filmes:

Lembro de haver um vídeo do discurso no youtube, não sei se foi retirado ou se não o encontrei por não possuir versão ~~tablet-friendly~~. De qualquer forma, a seguir o discurso de agradecimento de Andrzej Wajda, originalmente feito em polonês <333 (versão em inglês daqui):

“Ladies and gentlemen, I will speak in Polish because I want to say what I think and feel, and I have always thought and felt in Polish. I accept this great honor not as a personal tribute, but as a tribute to all of Polish cinema. The subject of many of our films was the war, the atrocities of Nazism and the tragedies brought by communism. This is why today I thank the American friends of Poland and my compatriots for helping my country rejoin the family of democratic nations, rejoin the Western civilizations, its institutions and security structures. My fervent hope is that the only flames people will encounter will be the great passions of the heart — love, gratitude and solidarity.”

“Senhoras e senhores, vou falar em polonês porque quero dizer o que penso e sinto, e eu sempre pensei e senti em polonês. Aceito esta grande honra não como um tributo pessoal, mas como um tributo a todo o cinema polonês. O tema de muitos de nossos filmes foi a guerra, as atrocidades do Nazismo e as tragédias trazidas pelo comunismo. É por isso que hoje eu agradeço aos amigos americanos da Polônia e meus compatriotas por ajudar meu pais a reingressar à família das nações democráticas, reingressar às civilizações ocidentais, suas instituições e estruturas de segurança. Minha esperança fervente é que as únicas chamas que as pessoas irão encontrar serão as grandes paixões do coração — amor, gratidão e solidariedade.”

Não lembro quando foi a última vez que assisti a essa homenagem, mas ao relembrá-la há pouco, revivi meus 19 anos e a emoção que senti quando a assisti pela primeira vez naquela noite de domingo, 26 de março de 2000. (beijo, Wikipedia!)

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voltei a blogar porque senti saudade (beijo, Chico! <3)

Perdi a conta de quantas vezes ensaiei voltar a escrever.

Minha desculpa oficial desde 2007, 2008 era a de que minha vida acadêmica estava ~no caminho~ e convenhamos que eu nunca fui uma pessoa muito: 1) focada 2) organizada, e apesar de lutar contra essas duas características por muitos anos (porque ouvi a vida inteira que a falta de ambas não me permitiria ser uma pessoa bem-sucedida), cheguei num ponto onde travei no meu processo de escrita acadêmica e isso refletiu nas minhas atividades não-acadêmicas, tanto de escrita como de leitura. O resultado foi passar meses sem conseguir ler sequer aos classificados do jornal pois cinco segundos depois perdia completamente a noção do que estava lendo.

Um dia a gente senta pra conversar sobre isso.

Algum tempo depois dessa fase, em 2012, retomei a vontade de escrever e cheguei a registrar um domínio, o andyourbirdcanblog.com, mas nem dois meses depois minha vida virou de cabeça para baixo e o “projeto” foi deixado de lado para que eu pudesse reorganizar minha vida. Hoje em dia acho que voltar a escrever naquela época poderia até ter me ajudado. Não que eu fosse comentar especificamente sobre minha vida pessoal (sou da galëre que fazia do blog um diário pessoal #oldschool – sendo que para posts mais detalhados existia(e?) o Livejournal, aquele lindo <3), mas escrever sobre coisas das quais gosto teria sido bacana.

E essa é ideia aqui.  🙂

Ainda em 2012, me mudei para minha cidade natal (Rio Grande/RS) e passei a me interessar mais por fotografia. Sempre achei bacana, sempre tirei fotos aqui e ali (inclusive foi naquele ano que passou a existir a versão do Instagram para Android – e haters hatearam & mimizaram a respeito) mas foi durante aquele período que passei a observar mais as coisas ao meu redor, e a trabalhar meu olhar e a forma como eu o registrava nas minhas fotos.

Desde então minha identificação (e dedicação) com o Instagram foi total. Outra rede social com a qual me identifico muito é o Pinterest, aguarde&confie que ainda escrevo um post sobre isso.

Pois dentre as fotos que compartilho no Instagram estão as de coisas que faço de vez em quando para incrementar a decoração do meu espaço, e desde então recebi reações bastante positivas, tanto que foi esse o empurrão que me faltava para voltar a escrever. Gosto muito de compartilhar coisas, trocar ideias, informações. É quase uma reação automática quando alguém elogia um sapato ou roupa que estou usando eu contar onde comprei. Não podia ser diferente com as minhas ~decorações~.

Pois agora habemus um blog novinho em folha, com muito espaço e vontade de escrever para registrar tudo o que vejo, leio e faço por aí.

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