recomendo vivamente

Welcome to the Basement

Pois então, por motivos de força maior rolou um pequeno hiato nas postagens, mas para não perder (mais uma vez) o hábito, sigamos o baile hoje mesmo, quinta-feira.

Fiquei de continuar a catalogação das plantinhas de casa, mas um desses motivos de força maior é um bolinha de pelos ruiva chamada Ygritte e minha atenção (feat. preocupação) tem sido total para a pequena; a qual por já se sentir bem em casa desde o primeiro dia tem tocado o terror nos momentos em que não está dormindo ou fazendo pãozinho no meu colo ❤ – ou seja, em 99,8% do tempo.

oie :3

Desde sábado passado estou em processo de adaptação no arranjo da casa por conta da chegada dela, o que é bom porque vai acabar virando assunto aqui no blog.

Semana que vem volto com as postagens às terças e sextas, e hoje vou inaugurar uma nova seção no blog, pois lembrei dia desses que também quero usar esse espaço para fazer recomendações e nada melhor do que começar com um programa do YouTube que eu gosto tanto, már tanto, que já assisti a tudo o que foi publicado mais de uma dúzia de vezes (detalhe: não faz seis meses que comecei), e confesso que tenho o hábito de deixar a playlist com todos os episódios no shuffle rodando quando vou dormir. Sim, eu faço o que 10 entre 10 médicos não recomendam que é dormir com TV ligada – no caso, a TV aqui é o tablet mas o dano deve ser o mesmo.

Eu conhecia o canal Blame Society por causa da websérie Chad Vader – se tu nunca assistiu, também recomendo vivamente! Mas deixei de acompanhar o canal por alguns anos, até que um dos meus amigos recomendou (obrigada, Felipe!) o Welcome to the Basement e daí… lascou. Comecei na ordem cronológica, depois voltei diversas vezes nos favoritos e depois ainda descobri que uma boa alma juntou tudo numa única playlist, a qual é atualizada semanalmente junto com o programa.

Apresentado pelos amigos Matt Sloan (co-criador de Chad Vader, era quem fazia a voz do Chad e foi o Clint Shermer na primeira temporada) e Craig Johnson (Weird Jimmy em Chad Vader), a premissa do programa partiu de uma resolução de ano novo que Matt havia feito na virada de 2012 de assistir à uma lista de filmes os quais por motivos diversos ele ainda não havia assistido, apesar de gostar muito de Cinema. Como não amar e não se identificar com resoluções de ano novo e amor pela sétima arte? Além da lista e da vontade de assistir filmes, Matt também tem um porão e um sofá de couro velho, que se tornaram cenário e prop do programa, respectivamente.

O programa também conta com Tona Williams, responsável pela câmera e esposa de Matt, os gatinhos do casal e eventuais participações de amigos, como Aaron Yonda (co-criador de Chad Vader, interpretou o personagem título e Hal; co-criador/apresentador da outra websérie em atividade do canal, Beer and Board Games) e Robert Matsushida (Lloyd em Chad Vader).

Gostei muito de observar a evolução do programa desde o episódio de apresentação. O programa era atualizado no canal de duas a três vezes por mês, mas com a chegada de mais e mais correspondência na forma de cartões postais, discos de vinil e outros presentes enviados aos apresentadores ao longo dos anos que em fevereiro de 2016 foi criado um spin-off, o Welcome to the Basement: Unboxing; no qual abrem a correspondência, lêem comentários e sugestões de filmes dos espectadores, mostram cenas que não entraram na edição final do episódio anterior e Matt atualiza o público sobre sua resolução de 2016, a de assistir às 25 sequências de The Tale of Zatoichi (1962).

Ou seja, toda semana tem novidade diretamente do porão ❤

Como falei, o formato do programa foi evoluindo, mas na grande maioria dos episódios Matt escolhe um filme de sua lista, Craig não sabe qual filme assistirão até o momento da revelação – logo após a abertura do programa; Craig ganha um presente que na maioria das vezes tem a ver com o filme escolhido, eles assistem ao filme e depois sentam para conversar sobre o que assistiram. Se não me engano a partir do terceiro episódio, após a discussão do filme passou a ter um quadro regular no programa chamado Seen it, onde comentam a respeito das sugestões de filmes enviadas pelos espectadores, no caso de já terem assistido.

Em mais de uma ocasião ambos comentaram que o intervalo entre o término do filme e gravarem a discussão não é maior do que dez minutos, o que em alguns casos eles mesmos falam que não é o suficiente e por isso em episódios posteriores podem voltar à discussões antigas. Pelo menos no caso de um filme, Lost Highway do diretor David Lynch, foi gerado um episódio extra com o desenvolvimento de uma teoria desenvolvida por Matt para explicar o filme.

A edição do programa é excelente, as cenas deles assistindo ao filme são intercaladas com sequências do filme e cada um contando sua versão. Desde a primeira temporada gosto muito dos episódios de Halloween, pois ambos se vestem de algum personagem de algum filme assistido naquele ano; e a edição de Valentine’s Day – quando assistem a um filme romântico trágico – também é ótima, e é geralmente essa edição que abre a nova temporada do programa.

Mas melhor do que falar sobre Welcome to the Basement é assistir a Welcome to the Basement. Selecionei meus cinco episódios favoritos, aperta o play e vem comigo!

5) Episódio 68: Beyond the Valley of the Dolls

Matt: Z-Man reminds me of someone… someone I’m sitting on this couch with right now.

4) Episódio 23: Bedazzled

Matt: Seeeeeex-oh-phone!

Um clássico da comédia britânica; dos episódios selecionados aqui Bedazzled foi o único filme que eu já havia assistido antes do episódio.

3) Episódio 26: The Wicker Man

Craig: I can sense she’s reeeeeeeally naked over there!

2) Episódio 62: The Descent

GAAAAAAHHHHHHH!

Nesse episódio Craig pode escolher um filme, e como estavam no mês de outubro selecionou um filme de terror digno do gênero. As reações de ambos são impagáveis.

1) Episódio 21: Tough Guys Don’t Dance

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“Mr. Regency and I make out five times a night. That’s why I call him MISTER FIIIIIVE”

O filme é tão bizarro que gerou um dos melhores episódios do programa – na minha humilde opinião – e apresentou para meu catálogo de referências de cultura inútil uma cena que pode muito bem ser utilizada para todo momento de desgraçamento da cabeça. Nos acontecimentos recentes do ano da (des)graça de 2016 serviu como uma luva como reação ao resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos. Em termos de reações, pode sim ser utilizado como alternativa ou em conjunto ao melhor botão da internet.

Nos primeiros episódios, na parte em que comentam o final do filme havia um sinal de censura, o que atrapalhou um pouco a compreensão não só pelo barulho do sinal mas por perdermos elementos da discussão, e ainda na primeira temporada esse recurso de prevenção de spoilers foi eliminado. Não gosto de spoilers mas no caso de Welcome to the Basement e dos filmes apresentados por eles os quais ainda não assisti, não diminuiu minha vontade de assisti-los. Muito pelo contrário, considero um estímulo para correr atrás e adicionar mais títulos à minha lista de assistidos.

Com a evolução do programa Matt e Craig montaram um site, o welcometothebasementshow.com, com guia de episódios, resenhas, o hall da fama eleito todo final de ano. Também montaram uma página no Facebook onde dão pistas do próximo filme que assistirão no velho sofá de couro. Isso é bem legal porque quem não quer tomar spoilers do filme da semana, tem a chance de assisti-lo antes do episódio ser publicado.

Eu amo Cinema. De verdade, do fundo do meu coração e desde meus 13 anos. Cheguei a cogitar trabalhar com História do Cinema logo no início do segundo ano da faculdade (no primeiro foi o Teatro Grego que me pegou de jeito, influência total e irrestrita por ter estudado meu primeiro ano na UnB. SDDS UnB, sua linda <3) mas daí veio o bonde da Arqueologia e me levou embora. Obviamente isso não me impede de continuar estudando o assunto. Mas por muitos anos da vida adulta rolou um certo ressentimento por não ter mais tanto tempo como tinha na adolescência de assistir a tantos filmes como costumava em tão pouco tempo. No entanto, o encantamento em viver essas estórias por 90, 120 ou 222 minutos (beijos Ben-Hur de 1959!) continua aí. Raras foram as oportunidades que perdi nos últimos anos no Rio de assistir a filmes clássicos numa sala de cinema, fui a todas que pude. Aqui em Curitiba cheguei a pegar alguns festivais de clássicos no Cinemark, lembro do dos filmes de mafia e do Woody Allen antes da pré-estreia de Cafe Society (o qual achei extremamente decepcionante – DSCLP SOCIEDADE!), mas desde então não teve mais nada. Sei que aqui temos uma Cinemateca e é definitivamente um lugar que preciso passar a frequentar.

Ter conhecido o Welcome to the Basement esse ano me deu mais ânimo de investir mais tempo nessa paixão antiga [/cli-chê-za-ço] e de montar minha própria lista de filmes não assistidos.

Espero que tenham se divertido com os episódios e que busquem assistir a outros mais, recomendo vivamente. ❤

 

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top 5

Top 5 #1: músicas para curtir a fossa

Alta Fidelidade é um dos meus filmes favoritos. Ainda não tive a oportunidade de ler o livro, mas está na lista. É sobre Rob Gordon (John Cusack), o dono de uma loja de discos em Chicago que acabou de sair (na verdade, foi convidado a se retirar) de um relacionamento com Laura (Iben Hjejle) e revisita alguns dos seus relacionamentos anteriormente falidos, bem como suas ex-namoradas para tentar entender sua trajetória sentimental ao longo da vida.

Uma das atividades de Rob e seus dois “funcionários” (Jack Black e Todd Louiso) é fazer listas de cinco coisas (geralmente músicas mas houve uma lista sobre ’empregos dos sonhos’) para as mais diversas situações. A partir disso, resolvi inaugurar essa sessão no blog – enquanto abundamos de disposição para escrever – pois quem disse que trilha sonora é privilégio exclusivo de filme?

Foi pensando em você caro(a) leitor(a), que é muito novinho(a) ou nunca sofreu uma decepção amorosa na vida (1. Te cuida que já já Mulder e Scully colam na tua casa 2. Caso sejas realmente deste planeta, corre numa lotérica e joga na megasena DJÁ!!!), que elaborei um Top 5 de musicas para curtir aquela dor-de-cotovelo gostosa e reforçadora do caráter causada por um pé na bunda ou por um toco.

Pois a fossa pode ter estas duas origens distintas: a de um relacionamento que não deu certo e acabou-se o que era doce, ou o resultado de uma paixão platônica revelada e (geralmente imediatamente) rejeitada pelo objeto da tua afeição, ato este ao qual gosto de referir como um “salto de fé”.

beijo família Jones e Santo Agostinho!

beijo família Jones e Santo Agostinho!

Apesar de eu gostar bastante de usar essa referência, ainda acho que a melhor representação visual de um fora, ou um toco, é uma bigorna ACME de cinquenta toneladas despencando na tua cabeça no momento da rejeição, o qual geralmente dura segundos aos olhos de quem aplica, no entanto a sensação para quem leva é de: uma eternidade.

'um dia você ainda vai rir de tudo isso', dizem 9 entre 10 amigos otimistas.

‘um dia você ainda vai rir de tudo isso’, dizem 9 entre 10 amigos otimistas.

Já a representação visual que mais relaciono com um caso de pé na bunda, é a do chão magicamente sumir de debaixo dos teus pés.

Sem mais delongas, vamos à trilha sonora recomendada para ouvires caso te encontres em alguma destas duas situações. Segura na minha mão e clica no play!

5) Piece of my Heart
Janis Joplin rasgando o gogó e desafiando quem lhe decepcionou a fazer o Mola Ram e levar logo outro naco de seu sofrido coração.

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KA-LI-MAAAAAAAAAAAAAA!

(se bem que Mola Ram não se contenta com um ~pedaço~ só)

4) Love of My Life
Freddinho foi magoado pelo amor de sua vida e ainda assim, suplica que este não o deixe, provando que até um cara foda como Freddie Mercury teve sua cota de desilusão amorosa na vida.

3) Maybe You’re Right
Minha break-up song (tendo eu sido ativa ou passiva ~~uuuuuuui!~~ no ato do término) e motivo pelo qual ainda vou aprender a tocar piano. Cat Stevens tava de buenas e de repente ele não sabe pra onde tudo foi, só sabe que ele não vai mais discutir com a criatura se ela pode estar certa ou errada, pois já o fez por muito tempo. Numa hora havia amor mútuo e logo restou nada além de arrependimento.

(Rolam aí fortes indícios de que tomou um pé na bunda)

2) For No One
Essa. versão. Kina Grannis (post sobre ela em construção, link aqui em breve :)) tem uma voz tão mas tão doce, que essa versão vai assombrar os teus sonhos e as tuas noites de sábado jogado(a) no sofá vendo filme na TV aberta e enchendo a cara de:

(   ) pipoca
(   ) sorvete
(   ) paçoquinha
(   ) todas as alternativas anteriores. de preferência tudo junto&misturado no mesmo prato.

Paul tá na merda que o relacionamento dele acabou e vê que a ex tá de buenas com a vida. Realmente dói saber que a pessoa que tu amou tanto em determinado período da vida, além de ter te presenteado com uma bela botinada, tá toda out-and-about. Mas… essa é a prerrogativa de quem termina.

sad but true

sad but true

1) Everybody Hurts
Essa é um chute no saco da alma de todo ser humano independente de gênero. Ela leva às lágrimas até o mais durão e empedrado dos corações. Porque todo mundo machuca às vezes, todo mundo chora, e Michael Stipe tá aí pra jogar essa verdade na tua cara, enquanto te diz pra segurar as pontas <3.

Mas no final das contas e palhaçadas à parte, devemos sim aprender também com as experiências negativas. Se respeitarmos o “luto” de um toco/botinada e seus respectivos estágios, é possível aproveitar esse período (pois geralmente leva tempo mesmo) para crescer, amadurecer e superar, tornando essa vivência válida.

Lembre-se que isso também conta pontos de XP nesse grande RPG chamado vida. E se tu chegaste ao ponto de estar de buenas com a vida depois de uma desilusão amorosa, parabéns, subiste de nível!

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E aí, qual a tua música de fossa favorita?

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